segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Nova Velha Obra


Força Total!


Conforme antecipado o post Retomada!, optamos por retomar a obra com mais uma construção daquele que será um canil + oficina/área de serviço externa a casa.

Voltar a construir algo "do zero" com o tijolo solo-cimento foi interessante pois já se passaram 4 anos desde o início da obra, da fase de procura de mão de obra que passamos no princípio de tudo documentada nos posts Em Busca da Mão de Obra e Em Busca da Mão de Obra 2. Dessa vez não foi diferente: opções reduzidas, dificuldade de encontrar alguém realmente capacitado e confiável, receios mil de ter problemas com a mão de obra, etc. Felizmente dessa vez tive novas opções e uma conveniência e tanto ao descobrir que o Edílson Zunta da Tijokez está agora atuando também na construção, na montagem do sistema usando tijolo solo-cimento, além claro de fornecer os tijolos. Como minha parceria com o Edílson vem desde o começo dessa obra, tenho plena confiança na pessoa dele e nas condições de um bom trabalho, não restando dúvidas: seria o Edílson o executor dos serviços de alvenaria.

Além da construção demonstrada no post anterior, havia outros pequenos serviços que precisavam ser executados antes de partimos para finalização com o acabamento. Eram coisas como assentar uma nova fiada em uma janela que ficou baixa, elevar algumas fiadas em uma parede divisória, requadrar os vãos de porta que não haviam sido devidamente esquadrejados e subir 3 colunas numa nova área coberta criando uma nova varanda no fundo da casa. Como entraremos com o piso na sequência, tudo isso precisava ser feito antes. Vou contar isso em post a parte.

Acertado isso, começamos com o recebimento de pouco mais de 2000 tijolos para essa empreitada e a preparação para a primeira fiada do canil. O domínio do Edílson e de Moshej Papillon sobre o método foram imprescindíveis para fazermos os ajustes necessários ao projeto que eu mesmo havia proposto. A distribuição dos grouts, da tubulação de água e a decisão de se adotar colunas nas extremidades da parede que servirá de oitão/apoio do telhado, foram contribuições primordiais para que a construção fosse mais bem feita do que inicialmente previsto. Com a obra nas mãos dessa equipe, fiquei tranquilo quando a execução e resultado.


2 milheiros de tijolos inteiros e pequenas quantidades de canaletas e meio tijolo


A montagem da primeira fiada:

Perímetro da construção se desenhando

Trabalhando com linha e nível, se confere a modulação e se prepara para o único assentamento feito em cimento


Em 1 dia de trabalho já tínhamos a primeira fiada e as colunas assentadas:

Pensa só quanto tempo se gastaria em alvenaria convencional

E no terceiro, estávamos na altura da penúltima cinta:

Um dos grandes diferenciais do tijolo: extrema rapidez da obra

Grouts cheios, quase terminando com apenas 3 dias de trabalho!

Até parece uma área de lazer :)

Gosto muito desse visual dos tijolinhos

Mais um dia de trabalho e a parte de alvenaria estava concluída:

Vãos fechados, paredes em suas alturas finais

Agora faltaria impermeabilizar, rejuntar e impermeabilizar novamente todas as paredes para que depois, ao final da obra como um todo, fazermos o madeiramento do telhado e a cobertura.

Sempre com esmero, honestidade e transparência, o Edílson da Tijokez se dedicou aos serviços tal como se fosse para si, aconselhando, manifestando sua opinião, colaborando para as decisões que precisavam ser tomadas, contribuindo para o melhor resultado possível. É muito produtivo e recompensante trabalhar com gente assim: capacitada, dedicada e honesta. Em matéria de mão de obra para construção esse é um diferencial entre o sucesso e o um terrível pesadelo.

Voltaremos para registrar a alvenaria toda rejuntada, impermeabilizada e coberta.

Avante!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Retomada!

Rumo à Conclusão


Imagine você qual melhor forma de retomar uma obra a tanto tempo "em execução"? Construindo mais, é claro! :P

Parece contra-senso mas no final vai fazer sentido. Retomamos a obra com uma nova construção daquele que será um canil + oficina, algo como uma área de serviço externa a casa. Era um sonho antigo de uma mente obsessiva, inclusive com a base iniciada em Obras Acessórias lá no final de 2014.

A verdade é que havia a necessidade de se concluir alguns serviços de alvenaria na casa, coisas mandatórias de serem feitas antes do serviço de acabamento. Eram coisas simples que listarei mais a frente, mas que exigia a mesma mão de obra de levante da alvenaria que esse idealizado canil. No ímpeto de chegar a conclusão de tudo isso, antecipei essa área externa no pacote de serviços que envolvia o tijolo solo-cimento em específico esperando que isso signifique um bom tempo sem precisar de pedreiro novamente. :S 

Como dito acima, desde muito tempo viemos pensando nesse canil e disso surgiu um projeto simples que nortearia essa construção. Assim como venho defendendo à tempos que uma construção em alvenaria estrutural PRECISA ter um projeto detalhado prévio, tentei eu mesmo sanar essa necessidade - claro dentro de minhas limitações e muito aquém do projeto feito por um profissional como o que usamos na casa toda. Eis que definimos assim:

Projeto Canil Oficina
Projeto Canil Oficina

Tudo muito simples e pequeno. Com a grande velocidade da alvenaria usando tijolo solo-cimento (ecológico), seria tarefa de rápida conclusão e grande utilidade. Ali além de um lugar para os melhores amigos do homem, teremos também um espaço para guardar ferramentas e outro grande para uma bancada de ferramentas.

Conforme dito acima, a fundação já havia sido feita previamente então meu desafio consistia em encontrar alguém que dominasse o método de construção e assim não deveria ter complicações. Como mão-de-obra é sempre um parêntesis enorme, vou falar depois da solução encontrada para essa necessidade.

Por hora vou me limitar a dizer que está sendo muito divertido vivenciar angústias de um começo de construção "do início". Se por um lado a experiência prévia facilita muito, por outro se vê sentindo medos idênticos aos que tive no começo da obra toda, o medo de errar nas escolhas, a dificuldade de imaginar tudo construído diante de desenhos e espaços de um projeto AutoCAD, fora a cobrança por um resultado excelente que é meu martírio inevitável.

Para nós claro, é uma excelente notícia essa retomada e para o Blog do Tijolo Solo-Cimento mais ainda, pois mais materiais serão gerados e novos conteúdos irão completar o documentário dessa obra toda.

Aguardem novas postagens registrando mais essa etapa e várias outras novidades!




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Porque de Tudo Isso!

O Que Nos Traz Aqui


Não que eu tenha sentido necessidade de justificar algo, mas acho que cabe contextualizar o que me trouxe até aqui.

Não sei se fica claro, mas eu não sou um ferrenho defensor do tijolo solo-cimento (ecológico) e nem um adorador cego, entusiasta vislumbrado. Minha maior preocupação aqui é ser imparcial, honesto e sincero sobre toda a minha realidade e experiência com esse paradigma.

Eu cheguei até aqui por acaso, em um capricho do destino, por uma questão de oportunidade. Quando comprei aquela casinha lá do segundo post do Blog do Tijolo Solo-cimento, comprei junto uma ideia, uma alternativa e uma oportunidade. Aliás essa oportunidade, esse potencial é que foi o determinante na minha escolha. Aquele era o conjunto casa/terreno com maior potencial dentro do meu objetivo de uma casa própria com bastante espaço, área verde e liberdade.

Mal sabia eu o que viria a seguir, pós assinatura dos contratos. Não era intensão inicial já começar uma obra, nunca morar até então e se embrenhar nesse mundo da construção estrutural usando tijolo solo-cimento. Mas as decisões e escolhas que vieram depois me levaram a mergulhar fundo nesse paradigma tão controverso e diferenciado. Não que uma obra comum teria exigido menos, mas a especificidade dessa obra criou complicantes e determinantes que culminaram na história que esse Blog documenta.

Primeira coisa que precisa ficar clara: não tenho interesse comercial, não obtenho nenhuma vantagem, lucro ou qualquer recurso através desse Blog e não tenho qualquer vínculo com fornecedores, prestadores de serviço, consumidores ou quem quer que seja da cadeia de produção do tijolo solo-cimento. Tenho até o momento 204.798 visitas contabilizadas desde 06/2013, o que dá uma média de 5000 visitas mês. E isso só cresce, pois hoje temos mais de 8000 visitas por mês, número bastante razoável para um blog de layout simples, conteúdo direcionado e nenhuma campanha de divulgação.



As pessoas chegam até aqui por meio de buscadores, atrás de informação sobre o método, buscando esclarecimento, conhecimento, solução de problemas, comparativos e subsídios para embasar suas decisões de adotar ou não o tijolo. Nunca fiz e nem nunca vou fazer nenhum lobby sobre o tijolo, ninguém vai encontrar aqui recomendações minhas para que se use o tijolo, nada que defenda esse produto como superior ou inquestionável. Repito: não ganho nada com isso e nem tenho interesse de.

O Blog nasceu de uma aflição minha em colocar para fora as angústias de uma obra, pois escrever sobre ajudava a tirar um pouco daquilo que transbordava dentro de uma mente inexperiente e transtornada pela complexidade de uma reforma. Também era uma maneira de retribuir da mesma forma que contei com diversos outros sites e pessoas que me ajudaram a entender melhor tudo isso. Hoje, na minha forma de ver, tenho - sem pretensão - um papel primordial na documentação, divulgação dos detalhes e aspectos da construção usando o tijolo solo-cimento. Ao menos na região, profissionais, fornecedores e até clientes de construções sob o paradigma conhecem meu Blog, já tiveram contato e obtiveram informações daqui, tiraram proveito de todo o esforço investido aqui. Tenho estabelecido contatos internacionais (Índia por exemplo) de interessados no tijolo. Criei um ponto de referência nesses quase 4 anos de publicações sobre o tema...esse é sim meu mérito, inquestionável!

Durante esse tempo todo eu tentei algumas parcerias sim, na angústia de conseguir terminar a obra e estabelecer vínculos que contribuíssem com isso. Mas por conta das minhas posições e opiniões, ouvi de personagens importantes do cenário nacional do tijolo solo-cimento, de que eu não contribuo para que sejam fechados negócios e que minhas opiniões aqui manifestadas divergem do que acreditam eles. Pois bem, se é uma questão de opinião eu lhes digo que as minhas são convicções construídas a partir da observação, informação e análise crítica de toda a experiência que obtive nesse processo. Além disso, certamente eu contribuo com o paradigma, pois mesmo que não esteja envolvido diretamente na negociação, os clientes de muitos desses fornecedores vão acabar vindo aqui, ler meus textos, obter informações e formar sua própria massa crítica sobre o tijolo.

O que tenho para oferecer hoje é uma visão própria e embasada do método, que apesar de ainda em constante formação, já tem material suficiente para auxiliar os leitores a tomarem suas próprias decisões, sem tendencialidade, sem ser parcial, sem interesses escusos ou de qualquer natureza. Espero sinceramente que façam bom proveito do material disposto aqui e formem seus conceitos de maneira independente, pois o que me serve bem pode não ter serventia nenhuma para você, mas certamente a informação e transparência sobre o assunto ajuda a decidir pelo certo. Estou bastante certo e convicto do meu papel, da minha contribuição e do meu trabalho bem feito. Essa é minha maior recompensa!


E você, o que te traz até aqui? Qual sua opinião sobre tudo isso? Compartilhe comigo nos comentários ;)


terça-feira, 18 de outubro de 2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

3 Anos Completos

O Difícil Exercício da Paciência


O 12/04/2013 é uma data emblemática e não poderia deixar de pontuá-lo. Embora não tenha nada de realmente novo para trazer, não queria deixar passar em branco.

A situação continua a mesma de 1 ano atrás, documentado no post 2 Anos Depois. Nenhum avanço. Triste? Poderia, mas um acontecimento revolveu as motivações da época da decisão de encarar o projeto. Dia 11/03/2016 aconteceu a provável maior enchente da história do bairro e em questão de horas tudo que idealizei, tudo que tentei antecipar, todos nossos receios motivadores principais da obra, se tornaram realidade e foram testados na prática:

Encontre a casa do 'V' ilhada...

Por muito pouco, muito mesmo, a água não invadiu o interior da casa. O terreno todo ficou completamente tomado e não havia nada que pudesse ser feito. É indescritível a sensação de passar por uma situação dessas, ver os insetos e animais aflitos, famílias entristecidas perdendo móveis, tendo a casa completamente invadida em um cenário surreal de estar completamente dentro do rio. Água por todos os lados, aquele cheiro característico de rio, até peixes nadando nas ruas, todos tentando salvar o que podiam e como podiam...são cenas desoladoras e inesquecíveis. Nunca mais vou esquecer esses momentos.

Passado o impacto inicial e analisando as consequências, começamos a ver com melhores olhos tudo que aconteceu. Me veio a mente uma enxurrada de conversas, pensamentos, aflições e preocupações que tínhamos quando na época da compra da casa original. Confrontando isso com a situação pós enchente, acabamos nos confortando pela sensação de ter tomado a decisão correta.

Decisão essa que se não fosse tomada antes dessa fatídica enchente, significaria inúmeros prejuízos e complicações. A casa original, que encontrava-se ao nível da rua, teria sido completamente tomada pelas águas e tudo que lá estivesse, seria perdido. Além do material, com certeza perderíamos a tranquilidade e quem sabe a paixão por aquele lugar. Restaria móveis inutilizados, documentos perdidos e lodo do rio, fora o desgosto por ter tomado a decisão errada.

No fim, tudo que pensamos durante esses mais de 4 anos desde a compra da casa, todo nosso investimento financeiro, físico e mental, foram primordiais para não sucumbirmos aos problemas de uma grande enchente e prosseguirmos com a continuação do nosso sonho de morar em um lugar como esse. Depois que a água foi embora e percebemos que os prejuízos foram mínimos (uma cerca mal feita que não suportou a força das águas), restou o gosto bom de ter feito a escolha certa e evitado o pior. Agora sabemos o limite da casa que temos, sabemos a dinâmica das águas, sabemos exatamente o que pode acontecer nesses momentos críticos, raros e inevitáveis. O que sobrou foi a força para continuar perseguindo nossos objetivos e insistir naquele que é o lugar que escolhemos para morar, faça chuva, faça sol.

Durante

Depois

Nunca desistir, sempre perseverar...


OBS: Se quiser saber a história toda do projeto, as motivações iniciais e preocupações citadas acima, navegue até os posts iniciais: Encarando o Problema e Fazendo Acontecer