terça-feira, 12 de abril de 2016

3 Anos Completos

O Difícil Exercício da Paciência


O 12/04/2013 é uma data emblemática e não poderia deixar de pontuá-lo. Embora não tenha nada de realmente novo para trazer, não queria deixar passar em branco.

A situação continua a mesma de 1 ano atrás, documentado no post 2 Anos Depois. Nenhum avanço. Triste? Poderia, mas um acontecimento revolveu as motivações da época da decisão de encarar o projeto. Dia 11/03/2016 aconteceu a provável maior enchente da história do bairro e em questão de horas tudo que idealizei, tudo que tentei antecipar, todos nossos receios motivadores principais da obra, se tornaram realidade e foram testados na prática:

Encontre a casa do 'V' ilhada...

Por muito pouco, muito mesmo, a água não invadiu o interior da casa. O terreno todo ficou completamente tomado e não havia nada que pudesse ser feito. É indescritível a sensação de passar por uma situação dessas, ver os insetos e animais aflitos, famílias entristecidas perdendo móveis, tendo a casa completamente invadida em um cenário surreal de estar completamente dentro do rio. Água por todos os lados, aquele cheiro característico de rio, até peixes nadando nas ruas, todos tentando salvar o que podiam e como podiam...são cenas desoladoras e inesquecíveis. Nunca mais vou esquecer esses momentos.

Passado o impacto inicial e analisando as consequências, começamos a ver com melhores olhos tudo que aconteceu. Me veio a mente uma enxurrada de conversas, pensamentos, aflições e preocupações que tínhamos quando na época da compra da casa original. Confrontando isso com a situação pós enchente, acabamos nos confortando pela sensação de ter tomado a decisão correta.

Decisão essa que se não fosse tomada antes dessa fatídica enchente, significaria inúmeros prejuízos e complicações. A casa original, que encontrava-se ao nível da rua, teria sido completamente tomada pelas águas e tudo que lá estivesse, seria perdido. Além do material, com certeza perderíamos a tranquilidade e quem sabe a paixão por aquele lugar. Restaria móveis inutilizados, documentos perdidos e lodo do rio, fora o desgosto por ter tomado a decisão errada.

No fim, tudo que pensamos durante esses mais de 4 anos desde a compra da casa, todo nosso investimento financeiro, físico e mental, foram primordiais para não sucumbirmos aos problemas de uma grande enchente e prosseguirmos com a continuação do nosso sonho de morar em um lugar como esse. Depois que a água foi embora e percebemos que os prejuízos foram mínimos (uma cerca mal feita que não suportou a força das águas), restou o gosto bom de ter feito a escolha certa e evitado o pior. Agora sabemos o limite da casa que temos, sabemos a dinâmica das águas, sabemos exatamente o que pode acontecer nesses momentos críticos, raros e inevitáveis. O que sobrou foi a força para continuar perseguindo nossos objetivos e insistir naquele que é o lugar que escolhemos para morar, faça chuva, faça sol.

Durante

Depois

Nunca desistir, sempre perseverar...


OBS: Se quiser saber a história toda do projeto, as motivações iniciais e preocupações citadas acima, navegue até os posts iniciais: Encarando o Problema e Fazendo Acontecer




terça-feira, 8 de março de 2016

Avante!

Quem Não é Visto, Não é Lembrado!


Estamos prestes a completar 3 anos de obra, sendo que há muito tempo que estamos parados, sem nenhum avanço.

Por enquanto, nada de novo de fato aconteceu, porém quero deixar a mensagem que o Blog Solo-cimento não terminou e que mais conteúdo está planejado para os próximos meses.

Depois desse tempo de hibernação, a obra também deve ganhar algum avanço e logo poderemos compartilhar isso aqui, gerando mais material sobre o tema e utilidade para nossos leitores.

Por favor, navegue nos conteúdos prévios, use as setas ao lado dos posts para avançar ou retornar aos tópicos e use os formulários de contato para quaisquer dúvidas e informações.


Muito obrigado por sua visita e aguardem as novidades que teremos nesse ano de 2016!





quarta-feira, 15 de abril de 2015

2 Anos Depois

O Que Temos?


O tempo passou rápido, 2 anos voaram e cá estamos nós praticamente parados no tempo. Muita coisa foi feita, muito avanço alcançado, mas ainda não alcançamos a meta final e isso é um grande desconforto.

No dia 12/04/2013 iniciávamos a obra com demolição, compactação de terra, preparação para a fundação. Eram dias magníficos com avanços constantes, onde a coisa evoluía rapidamente. Hoje o cenário é completamente diferente. Passam dias e dias sem que nada mude, apenas a paisagem de forma natural, sem nenhum progresso na obra.

E o que falta? Faltam muitas coisas, todas de acabamento: revestimentos, fechamentos (portas e janelas), louças, pedras, metais, gesso e elétrica. Obras que somadas, possuem custo que ultrapassa 1/3 de tudo que foi gasto até agora. Além disso, são síncronas ou até simultâneas: precisam ser executadas em conjunto. Isso dificulta e implica na questão financeira, pois o investimento deve ser feito em massa, em grandes volumes de uma vez só.

Diante disso paramos...Colocamos o pé do freio a primeira vez em 10/2013 com o término da construção bruta. Retomamos em meados de 2014 com o rejunte e paralisamos novamente com a conclusão desse passo. No mês 10/2014 voltamos a realizar tarefas de alvenaria que eram obras acessórias, finalizando antes do fim do ano. Depois disso nada foi feito. Sempre têm tarefas de manutenção que eu mesmo executo, limpeza e manutenção do terreno, alguma resina aplicada nas paredes (algo que não finaliza nunca), etc. Mas grandes avanços, nenhum!

A sensação de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo é angustiante e até que consigamos terminar nossa casa, todo investimento que foi feito até aqui não se torna proveitoso. Certamente ele será, mas até lá precisamos arregaçar as mangas, trabalhar e obter o que falta para que nosso sonho se concretize: dinheiro!


Uma das manutenções mais frequentes: roçar!

Avante!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Eco...Lógico?

Lógico que não!


Os leitores mais assíduos e atentos podem ter percebido minha resistência ao chamar o tijolo solo-cimento de tijolo ecológico. Tanto é que, para efeitos de palavras-chave e pesquisas, acabo colocando o (ecológico) entre parêntesis, pois sei que é bem mais comum procurarem por "tijolo ecológico" ao invés de solo-cimento.

Porém discordo! O termo ecológico vem do fato desse tijolo não ser cozido em fornalhas que se alimentam de lenha. Com certeza deve-se ter um ganho para o ecossistema ao se evitar essa emissão de carbono, o desmate para obtenção de lenha (apesar de hoje existir bastante manejo), etc. Agora, somente por isso chamá-lo de ecológico, já acho bastante exagero.

Continuamos extraindo terra de jazidas que podem causar erosões e derrubada da vegetação. Continuamos utilizando cimento em grandes quantidades, fazendo a adição deste à liga do tijolo para atingir a resistência necessária. Continuamos produzindo entulho (ainda que de forma reduzida se trabalhar direito com o tijolo) e descartando mal um material que poderia ser reciclado, caso contrário não se degradará no meio ambiente. Que raios de ecologia é essa então?

O tijolo é sim uma maneira mais racional de se trabalhar com alvenaria, tem seus méritos e ganhos, mas tenho para mim que qualquer avanço nesse sentido é o mínimo necessário, ou melhor, apenas o cumprimento (pífio) do dever de se encontrar alternativas e práticas mais conscientes. Estamos muito longe de termos uma solução realmente ecológica.

Hoje em dia está na moda lançar e rotular produtos como ecológicos. A industria do "ecologicamente correto" avança com altos lucros, uma vez que um produto tido como ecológico é normalmente mais caro que outro simular sem esse rótulo e mesmo assim as pessoas o consomem, valorizam essa falsa sensação de benefício ao meio ambiente, meio como se isso amenizasse a culpa interna de cada um.

Na contramão disso, não defendo e nem desejo vincular o título de ecológico a esse tijolo. Quando o faço, é força da obrigação tecnológica em manter o blog indexado pelo Google e demais buscadores, para que seja acessível e divulgado. Mas defender a ecologia do método não! A última coisa que desejo nesse blog, é me tornar hipócrita.

E tenho dito!