sábado, 3 de dezembro de 2016

Retomada!

Rumo à Conclusão


Imagine você qual melhor forma de retomar uma obra a tanto tempo "em execução"? Construindo mais, é claro! :P

Parece contra-senso mas no final vai fazer sentido. Retomamos a obra com uma nova construção daquele que será um canil + oficina, algo como uma área de serviço externa a casa. Era um sonho antigo de uma mente obsessiva, inclusive com a base iniciada em Obras Acessórias lá no final de 2014.

A verdade é que havia a necessidade de se concluir alguns serviços de alvenaria na casa, coisas mandatórias de serem feitas antes do serviço de acabamento. Eram coisas simples que listarei mais a frente, mas que exigia a mesma mão de obra de levante da alvenaria que esse idealizado canil. No ímpeto de chegar a conclusão de tudo isso, antecipei essa área externa no pacote de serviços que envolvia o tijolo solocimento em específico esperando que isso signifique um bom tempo sem precisar de pedreiro novamente. :S 

Como dito acima, desde muito tempo viemos pensando nesse canil e disso surgiu um projeto simples que nortearia essa construção. Assim como venho defendendo à tempos que uma construção em alvenaria estrutural PRECISA ter um projeto detalhado prévio, tentei eu mesmo sanar essa necessidade - claro dentro de minhas limitações e muito aquém do projeto feito por um profissional como o que usamos na casa toda. Eis que definimos assim:

Projeto Canil Oficina
Projeto Canil Oficina

Tudo muito simples e pequeno. Com a grande velocidade da alvenaria usando tijolo solo-cimento (ecológico), seria tarefa de rápida conclusão e grande utilidade. Ali além de um lugar para os melhores amigos do homem, teremos também um espaço para guardar ferramentas e outro grande para uma bancada de ferramentas.

Conforme dito acima, a fundação já havia sido feita previamente então meu desafio consistia em encontrar alguém que dominasse o método de construção e assim não deveria ter complicações. Como mão-de-obra é sempre um parêntesis enorme, vou falar depois da solução encontrada para essa necessidade.

Por hora vou me limitar a dizer que está sendo muito divertido vivenciar angústias de um começo de construção "do início". Se por um lado a experiência prévia facilita muito, por outro se vê sentindo medos idênticos aos que tive no começo da obra toda, o medo de errar nas escolhas, a dificuldade de imaginar tudo construído diante de desenhos e espaços de um projeto AutoCAD, fora a cobrança por um resultado excelente que é meu martírio inevitável.

Para nós claro, é uma excelente notícia essa retomada e para o Blog do Tijolo Solo-Cimento mais ainda, pois mais materiais serão gerados e novos conteúdos irão completar o documentário dessa obra toda.

Aguardem novas postagens registrando mais essa etapa e várias outras novidades!




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Porque de Tudo Isso!

O Que Nos Traz Aqui


Não que eu tenha sentido necessidade de justificar algo, mas acho que cabe contextualizar o que me trouxe até aqui.

Não sei se fica claro, mas eu não sou um ferrenho defensor do tijolo solo-cimento (ecológico) e nem um adorador cego, entusiasta vislumbrado. Minha maior preocupação aqui é ser imparcial, honesto e sincero sobre toda a minha realidade e experiência com esse paradigma.

Eu cheguei até aqui por acaso, em um capricho do destino, por uma questão de oportunidade. Quando comprei aquela casinha lá do segundo post do Blog do Tijolo Solo-cimento, comprei junto uma ideia, uma alternativa e uma oportunidade. Aliás essa oportunidade, esse potencial é que foi o determinante na minha escolha. Aquele era o conjunto casa/terreno com maior potencial dentro do meu objetivo de uma casa própria com bastante espaço, área verde e liberdade.

Mal sabia eu o que viria a seguir, pós assinatura dos contratos. Não era intensão inicial já começar uma obra, nunca morar até então e se embrenhar nesse mundo da construção estrutural usando tijolo solo-cimento. Mas as decisões e escolhas que vieram depois me levaram a mergulhar fundo nesse paradigma tão controverso e diferenciado. Não que uma obra comum teria exigido menos, mas a especificidade dessa obra criou complicantes e determinantes que culminaram na história que esse Blog documenta.

Primeira coisa que precisa ficar clara: não tenho interesse comercial, não obtenho nenhuma vantagem, lucro ou qualquer recurso através desse Blog e não tenho qualquer vínculo com fornecedores, prestadores de serviço, consumidores ou qualquer quem seja da cadeia de produção do tijolo solo-cimento. Tenho até o momento 204.798 visitas contabilizadas desde 06/2013, o que dá uma média de 5000 visitas mês. E isso só cresce, pois hoje temos mais de 8000 visitas por mês, número bastante razoável para um blog de layout simples, conteúdo direcionado e nenhuma campanha de divulgação.



As pessoas chegam até aqui por meio de buscadores, atrás de informação sobre o método, buscando esclarecimento, conhecimento, solução de problemas, comparativos e subsídios para embasar suas decisões de adotar ou não o tijolo. Nunca fiz e nem nunca vou fazer nenhum lobby sobre o tijolo, ninguém vai encontrar aqui recomendações minhas para que se use o tijolo, nada que defenda esse produto como superior ou inquestionável. Repito: não ganho nada com isso e nem tenho interesse de.

O Blog nasceu de uma aflição minha em colocar para fora as angústias de uma obra, pois escrever sobre ajudava a tirar um pouco daquilo que transbordava dentro de uma mente inexperiente e transtornada pela complexidade de uma reforma. Também era uma maneira de retribuir da mesma forma que contei com diversos outros sites e pessoas que me ajudaram a entender melhor tudo isso. Hoje, na minha forma de ver, tenho - sem pretensão - um papel primordial na documentação, divulgação dos detalhes e aspectos da construção usando o tijolo solo-cimento. Ao menos na região, profissionais, fornecedores e até clientes de construções sob o paradigma conhecem meu Blog, já tiveram contato e obtiveram informações daqui, tiraram proveito de todo o esforço investido aqui. Tenho estabelecido contatos internacionais (Índia por exemplo) de interessados no tijolo. Criei um ponto de referência nesses quase 4 anos de publicações sobre o tema...esse é sim meu mérito, inquestionável!

Durante esse tempo todo eu tentei algumas parcerias sim, na angústia de conseguir terminar a obra e estabelecer vínculos que contribuíssem com isso. Mas por conta das minhas posições e opiniões, ouvi de personagens importantes do cenário nacional do tijolo solo-cimento, de que eu não contribuo para que sejam fechados negócios e que minhas opiniões aqui manifestadas divergem do que acreditam eles. Pois bem, se é uma questão de opinião eu lhes digo que as minhas são convicções construídas a partir da observação, informação e análise crítica de toda a experiência que obtive nesse processo. Além disso, certamente eu contribuo com o paradigma, pois mesmo que não esteja envolvido diretamente na negociação, os clientes de muitos desses fornecedores vão acabar vindo aqui, ler meus textos, obter informações e formar sua própria massa crítica sobre o tijolo.

O que tenho para oferecer hoje é uma visão própria e embasada do método, que apesar de ainda em constante formação, já tem material suficiente para auxiliar os leitores a tomarem suas próprias decisões, sem tendencialidade, sem ser parcial, sem interesses escusos ou de qualquer natureza. Espero sinceramente que façam bom proveito do material disposto aqui e formem seus conceitos de maneira independente, pois o que me serve bem pode não ter serventia nenhuma para você, mas certamente a informação e transparência sobre o assunto ajuda a decidir pelo certo. Estou bastante certo e convicto do meu papel, da minha contribuição e do meu trabalho bem feito. Essa é minha maior recompensa!


E você, o que te traz até aqui? Qual sua opinião sobre tudo isso? Compartilhe comigo nos comentários ;)


terça-feira, 18 de outubro de 2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

3 Anos Completos

O Difícil Exercício da Paciência


O 12/04/2013 é uma data emblemática e não poderia deixar de pontuá-lo. Embora não tenha nada de realmente novo para trazer, não queria deixar passar em branco.

A situação continua a mesma de 1 ano atrás, documentado no post 2 Anos Depois. Nenhum avanço. Triste? Poderia, mas um acontecimento revolveu as motivações da época da decisão de encarar o projeto. Dia 11/03/2016 aconteceu a provável maior enchente da história do bairro e em questão de horas tudo que idealizei, tudo que tentei antecipar, todos nossos receios motivadores principais da obra, se tornaram realidade e foram testados na prática:

Encontre a casa do 'V' ilhada...

Por muito pouco, muito mesmo, a água não invadiu o interior da casa. O terreno todo ficou completamente tomado e não havia nada que pudesse ser feito. É indescritível a sensação de passar por uma situação dessas, ver os insetos e animais aflitos, famílias entristecidas perdendo móveis, tendo a casa completamente invadida em um cenário surreal de estar completamente dentro do rio. Água por todos os lados, aquele cheiro característico de rio, até peixes nadando nas ruas, todos tentando salvar o que podiam e como podiam...são cenas desoladoras e inesquecíveis. Nunca mais vou esquecer esses momentos.

Passado o impacto inicial e analisando as consequências, começamos a ver com melhores olhos tudo que aconteceu. Me veio a mente uma enxurrada de conversas, pensamentos, aflições e preocupações que tínhamos quando na época da compra da casa original. Confrontando isso com a situação pós enchente, acabamos nos confortando pela sensação de ter tomado a decisão correta.

Decisão essa que se não fosse tomada antes dessa fatídica enchente, significaria inúmeros prejuízos e complicações. A casa original, que encontrava-se ao nível da rua, teria sido completamente tomada pelas águas e tudo que lá estivesse, seria perdido. Além do material, com certeza perderíamos a tranquilidade e quem sabe a paixão por aquele lugar. Restaria móveis inutilizados, documentos perdidos e lodo do rio, fora o desgosto por ter tomado a decisão errada.

No fim, tudo que pensamos durante esses mais de 4 anos desde a compra da casa, todo nosso investimento financeiro, físico e mental, foram primordiais para não sucumbirmos aos problemas de uma grande enchente e prosseguirmos com a continuação do nosso sonho de morar em um lugar como esse. Depois que a água foi embora e percebemos que os prejuízos foram mínimos (uma cerca mal feita que não suportou a força das águas), restou o gosto bom de ter feito a escolha certa e evitado o pior. Agora sabemos o limite da casa que temos, sabemos a dinâmica das águas, sabemos exatamente o que pode acontecer nesses momentos críticos, raros e inevitáveis. O que sobrou foi a força para continuar perseguindo nossos objetivos e insistir naquele que é o lugar que escolhemos para morar, faça chuva, faça sol.

Durante

Depois

Nunca desistir, sempre perseverar...


OBS: Se quiser saber a história toda do projeto, as motivações iniciais e preocupações citadas acima, navegue até os posts iniciais: Encarando o Problema e Fazendo Acontecer




terça-feira, 8 de março de 2016

Avante!

Quem Não é Visto, Não é Lembrado!


Estamos prestes a completar 3 anos de obra, sendo que há muito tempo que estamos parados, sem nenhum avanço.

Por enquanto, nada de novo de fato aconteceu, porém quero deixar a mensagem que o Blog Solo-cimento não terminou e que mais conteúdo está planejado para os próximos meses.

Depois desse tempo de hibernação, a obra também deve ganhar algum avanço e logo poderemos compartilhar isso aqui, gerando mais material sobre o tema e utilidade para nossos leitores.

Por favor, navegue nos conteúdos prévios, use as setas ao lado dos posts para avançar ou retornar aos tópicos e use os formulários de contato para quaisquer dúvidas e informações.


Muito obrigado por sua visita e aguardem as novidades que teremos nesse ano de 2016!





quarta-feira, 15 de abril de 2015

2 Anos Depois

O Que Temos?


O tempo passou rápido, 2 anos voaram e cá estamos nós praticamente parados no tempo. Muita coisa foi feita, muito avanço alcançado, mas ainda não alcançamos a meta final e isso é um grande desconforto.

No dia 12/04/2013 iniciávamos a obra com demolição, compactação de terra, preparação para a fundação. Eram dias magníficos com avanços constantes, onde a coisa evoluía rapidamente. Hoje o cenário é completamente diferente. Passam dias e dias sem que nada mude, apenas a paisagem de forma natural, sem nenhum progresso na obra.

E o que falta? Faltam muitas coisas, todas de acabamento: revestimentos, fechamentos (portas e janelas), louças, pedras, metais, gesso e elétrica. Obras que somadas, possuem custo que ultrapassa 1/3 de tudo que foi gasto até agora. Além disso, são síncronas ou até simultâneas: precisam ser executadas em conjunto. Isso dificulta e implica na questão financeira, pois o investimento deve ser feito em massa, em grandes volumes de uma vez só.

Diante disso paramos...Colocamos o pé do freio a primeira vez em 10/2013 com o término da construção bruta. Retomamos em meados de 2014 com o rejunte e paralisamos novamente com a conclusão desse passo. No mês 10/2014 voltamos a realizar tarefas de alvenaria que eram obras acessórias, finalizando antes do fim do ano. Depois disso nada foi feito. Sempre têm tarefas de manutenção que eu mesmo executo, limpeza e manutenção do terreno, alguma resina aplicada nas paredes (algo que não finaliza nunca), etc. Mas grandes avanços, nenhum!

A sensação de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo é angustiante e até que consigamos terminar nossa casa, todo investimento que foi feito até aqui não se torna proveitoso. Certamente ele será, mas até lá precisamos arregaçar as mangas, trabalhar e obter o que falta para que nosso sonho se concretize: dinheiro!


Uma das manutenções mais frequentes: roçar!

Avante!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Eco...Lógico?

Lógico que não!


Os leitores mais assíduos e atentos podem ter percebido minha resistência ao chamar o tijolo solo-cimento de tijolo ecológico. Tanto é que, para efeitos de palavras-chave e pesquisas, acabo colocando o (ecológico) entre parêntesis, pois sei que é bem mais comum procurarem por "tijolo ecológico" ao invés de solo-cimento.

Porém discordo! O termo ecológico vem do fato desse tijolo não ser cozido em fornalhas que se alimentam de lenha. Com certeza deve-se ter um ganho para o ecossistema ao se evitar essa emissão de carbono, o desmate para obtenção de lenha (apesar de hoje existir bastante manejo), etc. Agora, somente por isso chamá-lo de ecológico, já acho bastante exagero.

Continuamos extraindo terra de jazidas que podem causar erosões e derrubada da vegetação. Continuamos utilizando cimento em grandes quantidades, fazendo a adição deste à liga do tijolo para atingir a resistência necessária. Continuamos produzindo entulho (ainda que de forma reduzida se trabalhar direito com o tijolo) e descartando mal um material que poderia ser reciclado, caso contrário não se degradará no meio ambiente. Que raios de ecologia é essa então?

O tijolo é sim uma maneira mais racional de se trabalhar com alvenaria, tem seus méritos e ganhos, mas tenho para mim que qualquer avanço nesse sentido é o mínimo necessário, ou melhor, apenas o cumprimento (pífio) do dever de se encontrar alternativas e práticas mais conscientes. Estamos muito longe de termos uma solução realmente ecológica.

Hoje em dia está na moda lançar e rotular produtos como ecológicos. A industria do "ecologicamente correto" avança com altos lucros, uma vez que um produto tido como ecológico é normalmente mais caro que outro simular sem esse rótulo e mesmo assim as pessoas o consomem, valorizam essa falsa sensação de benefício ao meio ambiente, meio como se isso amenizasse a culpa interna de cada um.

Na contramão disso, não defendo e nem desejo vincular o título de ecológico a esse tijolo. Quando o faço, é força da obrigação tecnológica em manter o blog indexado pelo Google e demais buscadores, para que seja acessível e divulgado. Mas defender a ecologia do método não! A última coisa que desejo nesse blog, é me tornar hipócrita.

E tenho dito!