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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mezanino

Ideia Providencial


Como já havia dito no post Mudanças em Vôo, surgiu uma sugestão no decorrer da obra que acabou sendo uma solução muito mais viável para uma modificação que faria na casa "antiga", com relação a suite que lá existia.

O plano inicial seria remover toda a laje desse cômodo e deixar o pé direito alto, com um forro de cedro seguindo a inclinação do telhado. Isso trazia uma série de complicações como a forma de remover a laje de modo que não danificasse as paredes, a preocupação com a estabilidade dessas paredes após remoção já que a laje faz o papel de cinta de amarração aérea nesse caso, sem falar na necessidade de mais tijolos de 30 cm para subir essas paredes até a altura do telhado. Sem a laje, isso não poderia ser feito com os tijolos da parte nova, de 25 cm, por causa das diferentes dimensões entre eles.

Eu estava com a ideia fixa de remover tudo, sob qualquer custo, pois não queria criar limitações ou herdar defeitos do projeto anterior, para a casa nova. Como aterramos tudo em 50 cm, perdemos isso de pé direito e não gostava (ainda não gosto) nada nada da ideia de ficar com um pé direito de 2,30 no quarto. Me gera uma sensação ruim locais baixos assim, o que poderia tirar a utilidade do quarto/suíte.

Porém, devo admitir, era loucura o que eu queria fazer. O pouco que restou da casa "antiga" poderia ser abalado por essa remoção da laje e isso certamente implicaria em mais custos, prejuízos e retrabalhos. O banheiro eu já cogitava não mexer, ficou semelhante a altura de banheiro de apartamento. Se vendem apartamentos novos assim, não haveria de ser um problema na minha casa. Mas e o quarto?

Com o mesmo pé direito nesses dois cômodos, no quarto a sensação era pior. Precisava de um motivo muito forte para fazer valer a pena a decisão de não mexer na laje e aceitar o teto baixo. Eis que o Edson da RA Terraplenagem de forma totalmente despretensiosa, veio com aquilo que iria me fazer mudar de ideia: um mezanino!

Um mezanino acima dessa laje era a justificativa que precisava para me convencer de que era possível não mexer e ter benefícios suficientemente recompensantes em herdar uma limitação fruto da consequência de ter aterrado tudo. Quando imaginei que ele seria o escritório que tanto senti falta no projeto (eu ia acabar usando essa suíte da casa antiga para isso), ficou bem mais fácil aceitar que era o melhor a ser feito.

O pé direito era suficiente, 2,80 m na parte mais alta, 2,10 m na mais baixa, de acordo com a caída do telhado. O espaço, 5,15 x 3,00 m, era mais do que necessário para um ambiente com essa funcionalidade. A vista da paisagem e a aparência do cômodo no projeto, iria acrescentar um charme a mais na casa. Com algum investimento tende a ficar de imenso bom gosto. E o principal, eu só deixaria de ter um gasto, não acrescentaria nada realmente considerável. A adaptação exigira apenas 2 novas janelas, o revestimento desse local e uma escada de acesso. Contrapondo isso pelo custo dos tijolos de 30cm, o retrabalho, o tempo investido para remover a laje e adequar dalí para cima...sim, valia muito a pena.

Com o aval de todos os envolvidos na obra: minha esposa, o sr. Carlos responsável pelo projeto e o sr. Camilo pedreiro, além das avaliações positivas das opiniões de outras pessoas sobre o teto baixo da suíte, tomei a decisão sobre o local que iria virar o centro das minhas atenções e imaginações dalí para frente.

Nessa parede a esquerda, colocaremos a escada de acesso ao mezanino
Pretendo até fazer um segundo lance de escada para atingir a entrada do sóton







Também já deixamos as barras roscadas embutidas na alvenaria para fazer uma varanda nesse quarto embaixo do mezanino, tendo em vista que o telhado originalmente pensado ficaria alto e não protegeria a janela que será aberta nessa parede externa, além da porta da casa para o fundo e os vitrôs do banheiro.
Acredito que uma vez impermeabilizado, amenize a diferença entre o novo x velho
Não tirando a laje, pude continuar com o tijolo de 25 cm acima da laje, tendo em vista que vamos fazer uma moldura ou revestimento nesse encontro dos tijolos e na cinta da laje, para quebrar o padrão e melhorar o aspecto do novo x velho.
A varanda vai sair de 25 cm abaixo do peitoril e morrer a prováveis 2,50 cm de pé direito, cobrindo toda essa área atrás da casa e preservando a vista do mezanino.

Fiquei tão satisfeito com a ideia de ter esse como meu local de trabalho, que resolvi arriscar algumas linhas do AutoCAD e alterar a planta baixa incluindo esse cômodo:


A grande dificuldade desse novo ambiente vai ser essa escada de acesso. Como o espaço para projeção horizontal dela é pequeno, teremos que encontrar um modo de projetá-la no limite da segurança e usabilidade. Não acredito que conseguiremos escada que atenda a lei de Blondel (2P+E = 63 cm ±1), mas meu plano é deixá-la o mais confortável possível. Nesse desenho usei degraus em curva, com pisos/patamares de 27 cm e espelho de 20 cm. Assim venceria os 2,40 m de um piso ao outro. Veremos se isso será possível e adequado.

Até lá, temos muitas outras preocupações prioritárias...




2 comentários:

  1. Eu acho uma ótima ideia um mezanino, meu rascunho inicial já contempla um tb, porém estou com o mesmo problema que vc q eu ainda não pensei onde colocar a escada. rs.
    Acho q elas ocupam mto espaço, vi umas soluções interessante para espaços pequenos, se vc quiser te passo por email, mas realmente eu ainda to longe dessa parte e por isso ainda não parei pra pensar sobre isso...

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    1. É, o principal problema da escada nem é só o espaço e sim o custo. Quero uma escada de madeira, no decorrer do projeto aproveitamos que a escada subiria até o mezanino e fizemos um acesso ao sóton que poderia ser acessado também por essa escada. Imagina, serão dois estágios da escada, inteira de madeira, um patamar a 2,40 e outro a mais de 3 metros. Vai custar uma fortuna!

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