segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Assentamento de Pias e Tanques

Usando Alvenaria para Facilitar/Economizar


Uma boa ideia que me ocorreu semanas atrás, antes do início da regularização do contrapiso, foi pedir que fossem feitas muretas para assentarmos a pia da cozinha e o tanque da área de serviço. Isso não seria necessário para o assentamento em si, poderia e devo usar em alguns pontos uma mão francesa parafusada na parede, mas a intenção é ter delimitado e útil uma área para criar armários embutidos sob a pia e o tanque.

Como certamente não teremos dinheiro para móveis planejados/sob medida, fará toda a diferença então ter essas estruturas para podermos montar prateleiras a um custo bem baixo. É a alternativa para termos algum espaço para organização e facilitar nosso dia-a-dia assim que passarmos a morar na casa, sem venhamos a sofrer tanto com a falta de algo que não teremos recursos para investir no início.

Pedi ao pedreiro que fizesse as laterais com 50 cm (2 tijolos) e, no caso da pia da cozinha, a base embutida com 45 cm, para permitir o avanço dos pés de fronte a pia. Ainda vamos acertar a altura dessa base, talvez mais uma fiada de tijolos atingindo 21 cm. A pia com certeza vai ter que ser feita sob medida. Faz-se as laterais menores que a largura da pia para facilitar quando colocar as portas de um gabinete/armário embutido, então usando uma pia de 60 cm de largura, ficará a contento. Já o tanque comprei um feito de resina em um saldão de uma home-center

Vamos as fotos:




O tanque:




O tanque ainda não está assentado pois fazer o formato da cuba no tijolo não é fácil. Pedi para assentarem com massa o tanque sob o tijolo canaleta e deixar de uma forma que eu não precise revestir obrigatoriamente.

Era algo que eu estava esquecendo e, uma vez regularizado o contrapiso ficaria difícil fazer na altura correta e com bom acabamento. É uma solução de custo ínfimo e muito bem-vinda. Esses detalhes só o olho do dono, atento as necessidades da casa, é que consegue detectar a tempo de ser executada a solução. Fica a dica.









Ei! Já viu os marcadores de temas na lateral direita do Blog? Com eles você filtra os posts pelos seus temas! Um dos marcadores é o Alvenaria, confira: http://www.tijolosolocimento.com.br/search/label/Alvenaria




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Pausa Na Obra

Previsto, Mas Não Desejado


A exceção de uma minoria que possui recursos suficientes para construir de ponta a ponta sem interrupções ou dificuldades financeiras, a maioria das pessoas que se propõem a construir tem que lidar com a escassez de recursos em algum momento da obra. O momento mais comum disso acontecer é a fase do acabamento, com certeza.

Nessa fase os custos sobem muito, dado que existem muitas opções a cerca de todo tipo de item do acabamento, nos mais variados preços. Além disso, já há o desgaste financeiro todo das etapas anteriores, o que te faz chegar no acabamento sem "fôlego" para continuar no mesmo ritmo. Como nesse momento - nos itens que vão valorizar todo o esforço até então, além de conferir qualidade, usabilidade e beleza - você não vai querer optar por algo que não te satisfaça plenamente, acaba-se diante de orçamentos assustadores e impactantes.

Meus amigos costumam brincar que, no tema gastos com casa/moradia, há patamares diferentes de valores mínimos dos investimentos para se fazer algo. Depois de comprar uma casa, tudo que se vá fazer, tem preço mínimo R$ 1.000,00. Uma reforma mínima, refazer um revestimento de uma área pequena, um trecho de calçamento, elevar 1 fiada do muro, mudar a cor do portão, plantar grama naquele pedaço minúsculo do jardim, etc, "é mil reais". Quando você se propõem a começar um projeto de construção ou ampliação, aí o valor unitário sobe para R$ 5.000,00. Para se realizar um estudo, preparar o solo, comprar materiais básicos, etc, "é cinco mil reais". Durante a obra, já evidenciei que a coisa aumenta ainda mais, duplicando o último patamar. Ao se fazer uma fundação, revestir o contrapiso, terraplanar algo, adquirir o madeiramento, etc, "é dez mil reais". Esse é o patamar agora, na fase de acabamento. Quase nada tem preço inferior a R$ 5.000,00 e não raro, o custo total de determinado serviço individualizado, incluso material e MO, chega nos R$ 10.000,00.

Diante desse cenário e com os recursos zerados devido aos investimentos feitos até então, nos vimos obrigados a pausar a obra para retomar o fôlego. Não é das decisões mais fáceis, pois vai contra nossa necessidade, ansiedade e nossos planos. Eu particularmente, já tinha em mente que isso pudesse vir a ser necessário, tendo em vista que nosso planejamento financeiro era apertado e nos daria condições de concluir a obra bruta - alvenaria pronta, casa coberta, sem nenhum acabamento. Mas é difícil aceitar uma paralisação dessas diante de toda evolução experimentada até então e contra o desejo latente de ver nosso projeto acabado e pronto para uso.

O que nos conforta é que chegamos no porto seguro que é a casa coberta, ou seja, nada do que foi feito será perdido e a paralisação temporária não vai implicar em prejuízos, novos custos ou danos ao que já está lá. Temos que reconhecer também que fomos longe o bastante em nosso projeto, uma vez que superamos bem alterações nas previsões de custo, conseguimos investir em itens primordiais e de boa qualidade e temos a impressão que o pior já passou. Por maior que seja a dificuldade financeira nessa fase de acabamento, a parte mais desafiadora do projeto foi ultrapassada e concluída com louvor, o que serve de incentivo para continuar se dedicando.

Dessa forma nobres colegas, não nos deixemos abater pela necessidade de se pausar o andamento e ter um tempo para rever a estratégia para os próximos passos. É comprovadamente um ato sadio e inteligente, uma vez que a fórceps, a qualquer custo, certamente não conseguiríamos realizar o acabamento com qualidade e segurança para não botar tudo a perder e prejudicar o resultado final.

Enquanto isso, quem toma conta do local e desfruta do ambiente, é o nosso velho amigo sr. Sapo. Ele sim não está esquentando a cabeça com nada disso e passa a imagem de tranquilidade e serenidade para enfrentar os desafios a seguir.

"Para mim, está ótimo assim!"


O Blog Solo-Cimento reduz assim o ritmo de suas postagens, mas não deixa de continuar trazendo detalhes a cerca de nossa lida e dos aspectos da construção utilizando tijolo solo-cimento (ecológico). Como diria um ex-presidente qualquer: "a luta continua companheiro".




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Novo Endereço do Blog!

Investindo na Divulgação


O Blog Solo-Cimento tem boas novas: agora temos um domínio personalizado para identificar o blog e promover sua divulgação! O blog agora passa a ser acessível pelo link http://www.tijolosolocimento.com.br/.

Uma melhoria condizente com o esforço feito em prol da divulgação do método construtivo utilizando-se do tijolo solo-cimento (ecológico), na tentativa de tornar esse blog um referencial para interessados nesse tipo de construção e fazer com que dúvidas, medos, anseios, preconceitos, mitos e interesses sejam sanados através do amplo material que documenta nossa obra.

Nossa ideia é tornar esse endereço em um portal do tijolo solo-cimento, concentrando tudo a cerca do processo de fabricação, construção, manutenção e planejamento das obras que utilizam esse tijolo. Nossa pretensão é reunir fabricantes de equipamentos, fornecedores de tijolos, construtores e projetistas no mesmo ambiente virtual dos possíveis interessados em construir com esse método, criando um canal de comunicação para que todos tenham informação de qualidade e transparência, facilitando eventuais vínculos e parcerias.

Esse é o primeiro passo adiante na ideia de retribuir a ajuda que tive quando na época de minhas pesquisas sobre o tijolo solo-cimento, avançando agora para um novo patamar que permitirá tornar esse um site de interesse público e referencial no assunto.

Com grande alegria e satisfação, apresentamos agora a nova marca do blog:  http://www.tijolosolocimento.com.br.

Longa vida ao tijolo solo-cimento, seus colaboradores e interessados!




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Proteção do Madeiramento

Polisten ou Stain


Já havia dito no post Forro, Ripas e Verniz sobre a decisão de usarmos impregnante ao invés de verniz, pois esse confere maior proteção a madeira, além da beleza. É de fato um produto caro, mas que se mostrou muito útil e adequado ao propósito que tínhamos. A questão de proteção se comprovará com o tempo, mas o resultado estético era exatamente aquilo que desejávamos: padronização da cor do madeiramento, manutenção da rusticidade e aspecto acetinado.

Eu particularmente não queria como resultado madeiras brilhosas, aparentando o tratamento dado. Queria manter as fibras da madeira, seus veios e marcas na superfície aparelhada  perceptíveis, sem aquela camada de verniz que reflete o brilho e diferencia do natural. Acredito que se tivesse utilizado o impregnante incolor, isso ficaria ainda mais ressaltado e notável, porém acabei escolhendo um tom escuro de impregnante (ipê) para destacar o madeiramento ante a cor ocre/barro do tijolo. O madeiramento em Cupiúba é chamado também de Peroba Rosa e não a toa. A madeira é levemente rosa e se aproxima muito da cor do tijolo. Nas fotos do madeiramento cru dá para notar essa semelhança e eu precisava quebrar esse padrão. Com a coloração ipê no impregnante, o resultado foi alcançado, muito embora possa ter escurecido os ambientes onde há o forro de madeira.

A pintura foi feita usando compressor e em duas demãos. Foram utilizadas 12 latas de 3,6 litros, para aproximadamente 280 m² de telhado e 66 m² de forro de cedro longo. Creio que só precisaremos voltar a mexer nisso daqui a 3 ou 4 anos, de acordo com o fabricante.

Eis os resultados nos forros de cedro:

Sala

 



Mezanino




Nas fotos fica um aspecto avermelhado, mas as fotos da sala demonstram com mais fidelidade o tom dessa coloração ipê.

Com o fechamento das tabeiras entre as paredes e as vigas, a luminosidade deve diminuir ainda mais, mas não vejo isso como problema. Com esse tom no forro de cedro, permitirei brincar com a iluminação nesses ambientes e tentar alcançar o bom gosto e requinte da minha própria forma. 

Madeira ajuda muito nisso, um pequeno detalhe e se consegue ótimos resultados. Além disso, temos que fazer valer o alto investimento nesse madeiramento, a madeira faz parte da identidade e temática do projeto e terá sempre destaque na arquitetura da casa.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pronto Para as Chuvas!

Rufos, Calhas e Pingadeiras Instaladas


Têm sido dias corridos por aqui. Se por um lado o avanço da obra é mais vagaroso nesse momento, as dificuldades e necessidades relacionadas a tempo e dinheiro são as principais preocupações consumindo energia nesse início da fase de acabamento.

O que tenho de novo para mostrar hoje é o resultado do serviço de calhas que a Pindu Calhas, na figura do Edílson, proveu para nós na semana passada. Ficamos bem contentes com o resultado pois além da proteção necessária, conferiu mais beleza ao telhado já finalizado. Com isso estamos prontos para enfrentar o período chuvoso e a casa realmente chega no estágio que desejamos de manutenção e proteção, independente do acabamento. Essa situação era particularmente desejada para podermos lidar melhor com as dificuldades financeiras ante ao acabamento e à essa fase final da obra. Dessa forma não temos nenhum prejuízo em paralisar a obra se necessário - por isso obsessão pela meta parcial de construção bruta finalizada.











O resultado do trabalho do Edílson ficou muito bom. Material de qualidade, serviço caprichado, rapidez e profissionalismo. Muito mais fácil trabalhar com gente honesta e comprometida. Recomendo!

Agora fotos gerais da perspectiva da casa. Um pouco de "mais do mesmo", mas nós não cansamos de admirar o resultado final ainda.









Nesse começo dessa semana o telhado da caixa d'agua já foi finalizado e alguns serviços finais de alvenaria e reforma também caminham para isso. Estamos nos preparando para regularização do contrapiso e efetivo início do acabamento.

Em frente!