segunda-feira, 24 de novembro de 2014

As Desvantagens

Como Vejo o Outro Lado da Coisa...


Se teve uma coisa que tive dificuldade de encontrar nas pesquisas sobre o tijolo solo-cimento (ecológico), foram as desvantagens desse método. Muitos materiais ou são de fornecedores e gente envolvida com o mercado do tijolo solo-cimento ou são de entusiastas que esquecem de registrar também o lado negativo desse método.

Eu acredito que tudo na vida apresenta um conjunto de vantagens e desvantagens. Cabe a cada um fazer uma análise de como a balança pende para algum dos lados quando se avalia a viabilidade de alguma solução. Exatamente por isso que de início fiquei um pouco cismado com a falta de conteúdo que apresentasse as desvantagens do método, pois sem isso a decisão de optar por usar o tijolo solo-cimento fica bastante prejudicada.

No intuito de mudar isso e tornar cada vez mais o Blog Solo-Cimento mais útil, resolvi reunir aqui somente as desvantagens que observei em minha experiência com esse método, não desejando ser a última palavra sobre o assunto. Talvez existam soluções para algumas das desvantagens que vou listar, mas em minha realidade, as enxerguei como demérito comparando com a alvenaria convencional. Avaliem vocês também!

1. Necessidade de mão de obra qualificada e escassez dessa no mercado. Isso é sem dúvida a principal fragilidade do tijolo solo-cimento (ecológico);
2. Baixa popularidade do método, ainda desconhecido ou preconceituado, gerando desinformação e falta de massa crítica sobre o tema. Isso se soma ao item 1 e potencializa a situação. Com o preconceito ou desconhecimento, não há demanda e sem demanda não se formam novos profissionais. É um círculo vicioso que pode e vem envenenando o método; 
3. Falta de padronização e uniformidade entre os tijolos fornecidos no mercado. Cada fabricante produz em medidas próprias, as quais dependem muito do equipamento adotado (a fôrma utilizada pela prensa). Isso prejudica a reposição, troca de fornecedor e reduz as opções do comprador. Mesmo com nominais semelhantes, como por exemplo tijolos de 30 cm de comprimento, tijolos de diferentes fornecedores podem não ser compatíveis por questão de milímetros. Na alvenaria modular, isso faz total diferença;
4. Alta absorção de umidade do tijolo solo-cimento, o que requer maiores gastos com impermeabilização;
5. Dificuldade em se reformar/modificar a alvenaria. Como toda alvenaria estrutural, implica em determinadas restrições em se abrir novos vãos, remover paredes, por exemplo. Além do fato de que se for adotado tijolo a vista, qualquer mudança na alvenaria poderá deixar "cicatrizes" e evidências nos tijolos que foram cortados, modificados, etc; 
6. Preço o milheiro superior a demais alternativas como tijolo cozido, bloco cerâmico, bloco de concreto, etc. Isso o coloca em desvantagem especialmente se houver a intenção de rebocar as paredes, abrindo mão da economia que poderia ser anotada ao deixá-lo a vista, o que pode fazer as contas empatarem ou penderem para outras soluções que não o tijolo solo-cimento (ecológico);
7. Baixa resistência a impactos. Por melhor que seja o tijolo, se não houver certo cuidado, quinas e cantos podem ser danificados ao sofrerem impactos;  
8. Espessura das paredes, seja tijolo de 25 cm (12,5 cm de largura) ou de 30 cm (15 cm de largura), diferem dos padrões adotados para largura dos batentes (geralmente 14 cm). Não é um grande problema ou algo incontornável, poderia ser apresentado como característica ou associado ao item 3, mas é algo a se considerar no projeto para não ter problemas na hora do acabamento;
9. Ao embutir a hidráulica nos furos dos tijolos, fatalmente se terá que utilizar alongadores em registros de gaveta ou pressão, especialmente se houver revestimento na parede. Os registros ficam embutidos na alvenaria, não há muito como contornar isso em registros misturadores por exemplo. Nos adaptadores roscados você consegue afastá-los da face do tijolo, em um registro de chuveiro por exemplo, fica mais difícil. De novo uma característica, mas pesa pra mim como desvantagem;
10. Possibilidade dos furos dos tijolos se tornarem abrigo de insetos e animais. Como se deseja que os furos não sejam totalmente obstruídos, para que se forme uma coluna de ar que reduz a temperatura, proporciona proteção acústica e evapora a umidade da construção, se não for bem protegido, pode trazer alguns transtornos; 


Essa é minha visão da coisa, em ordem da maior desvantagem para a menor. Evitei ao máximo apresentar características como desvantagem, pois são coisas distintas. Exemplo: é uma característica do tijolo ter alvenaria modulada, ou seja, com medidas múltiplas das medidas do tijolo. Não vejo isso como desvantagem e sim característica. Ao mesmo tempo não possuir uma padronização de medidas, já me parece uma desvantagem, uma vez que seria possível o mercado melhorar isso e passar a adotar medidas mais adequadas. No final apareceu uma lista do que mais me incomoda no tijolo, por isso reforço a visão particular e pessoal sobre o assunto.

Não vejo nada aí que seja inviabilizador de um projeto por si só, porém como disse acima, é um conjunto de fatores que irá definir se vale a pena utilizar o tijolo ou não. Creio que isso varie muito de projeto para projeto e não há uma predefinição aplicável. A avaliação vai muito além desses itens e especialmente, além do aspecto custo/economia, o que abordei de alguma forma aqui e devo abordar melhor em outro tópico específico mais adiante.

Alguma discórdia?! Poste nos comentários.







41 comentários:

  1. Oi, Wagner, tudo bem?
    Pelo que entendi, construir com tijolo solo cimento, está mais voltado para gosto?
    Eu sei que cada obra é uma obra, mas hoje após passar por todo esse processo, se tivesse que escolher, ainda escolheria o tijolo solo cimento.
    Como disse em um post anterior, ainda estamos no alicerce, e acompanhando o seu blog, surgiram várias dúvidas.
    Por favor poderia nos ajudar.

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    1. Ana, penso que a escolha da adoção do tijolo não esteja pautado somente no gosto, mas isso acaba sendo uma premissa se por exemplo for deixar o tijolo a vista.

      A questão toda é que nem só economia, nem só praticidade, nem só gosto vão justificar a escolha. O projeto precisa ser avaliado de forma ampla para se chegar no veredicto da adoção do tijolo solo-cimento. Como tudo tem os prós e os contras, vai depender muito do equilíbrio entre vantagens e desvantagens, considerando os aspectos da construção que será feita.

      Hoje eu voltaria a construir com o tijolo solo-cimento com certeza. A rapidez da obra, a praticidade com tubulações e dutos, a limpeza e o conforto térmico são pra mim diferenciais desejáveis. A economia dependeria dos aspectos do projeto, mas considerando deixar o tijolo aparente, o fato de não ter os gastos de tempo e dinheiro em reboco e pintura, também me fariam optar pelo tijolo solo-cimento novamente, no intuito que a obra fosse mais enxuta possível.

      Tudo isso claro considerando que há mão-de-obra disponível, fornecedor de tijolos de qualidade e um bom projeto modulado. Em outras condições de qualquer item desses, penso que não valeria a pena construir com esse tijolo.

      Com relação a suas dúvidas, me mande no e-mail solocimentocps@gmail.com e tento ajudar com certeza.

      Obrigado!

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    2. primeiramente gostaria de parabeniza-lo pela visão critica, gostaria de chamar atenção para um método construtivo bem mais interessante que alvenaria convencional e tijolos ecológicos, denomina se por "LIGHT STELL FRAME" que do inglês traduz para "construção de aço leve".

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    3. Olá obrigado! Fato, estou de olho em algumas construções e vendo que estão adotando bastante o steel frame. Estamos nos aproximando do que é um paradigma bastante forte e estamentado nos EUA, que são construções modulares e bem mais leves, com emprego de materiais mais inteligentes e enxutos. Acho bem legal isso, só sinto por essas tecnologias só serem acessíveis a quem tem maior condição financeira. Espero que aos poucos isso caia no senso comum e revolucione de vez os métodos construtivos e a própria construção civil no Brasil.

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  2. Para esclarecer algumas dúvidas sobre esse assunto: Sou fabricante desses tijolos. No que se refere à medidas, elas são padrão e existem dois padrões, o de 25cm e o de 30cm, não há outras medidas no mercado e a escolha por um ou outro não gera muita diferença no planejamento da obra. A mão de obra é, realmente, um obstáculo mas já existem profissionais sérios para serem contratados. A construção com esse tipo de tijolos, não aceita gambiarras como "deixa que eu acerto na massa" muito utilizada por pedreiros de baixo nível profissional. Por este motivo, treinamos equipes de construção, gratuitamente, e oferecemos à nossos clientes, também a mão de obra de construção com nossa equipe incluindo o engenheiro ou arquiteto. Quanto à umidade, resolvemos totalmente o problema com um composto adicionado à sua mistura (massa) que lhe garante uma total impermeabilização, muito superior à todos os outros tipos de tijolos existentes no mercado. As vantagens em se utilizar os tijolos modulares são absurdas e não há nenhum motivo para não usa-lo. Eles são capazes de baratear sua obra em até 40% e a conclusão da obra pode levar a metade do tempo da convencional, sem contar na limpeza e acabamento. Para quem estiver interessado em saber mais sobre como construir com esses tijolos, entrem em nosso site: www.tijolosnovaalianca.com.br

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    1. Robson, obrigado pela visita.

      O que me refiro a falta de padronização é na exatidão das medidas (qualquer 0,5 cm faz diferença) e principalmente na altura dos tijolos de 25. Há no mercado tijolo de 6,2, 7, 7,5 cm de altura. Muitas vezes um tijolo de um fornecedor A, 25x12,5x7cm, não da perfeito encaixe com outro do fornecedor B que em tese tem medida nominal igual. Isso traz problemas de modulação, altura das fiadas, etc. Penso que a norma deveria propor um conjunto de medidas padrão e uma tolerância sobre elas, assim o consumidor tem como repor o produto acaso um fornecedor deixe de fabricar.

      Sobre o treinamento de mão de obra, parabenizo e estimulo que continuem com essa preocupação pois somente isso vai permitir a sobrevivência e expansão do tijolo solo-cimento, fortalecendo o mercado para todos.

      Obrigado.

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    2. Bom dia Robson, procurei o seu site e não consegui acessá-lo, você ainda trabalha com a produção de Tijolos ecológicos? Se sim me encaminhe um email para que possa fazer contato, tenho algumas dúvidas sobre o assunto. felipelimadeira@hotmail.com

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  3. Como fabricante (www.tijolosecologicostrindade.com.br), achei muito pertinente seu comentário. As características ou desvantagens mencionadas são plausíveis e um fornecedor ou construtor com experiência pode contorna-las. De fato, a escolha pelo método do tijolo ecológico faz mais sentido no caso de deixa-los aparente, se bem que, se bem dimensionado, pode até servir para uso de reboco. O fornecedor deve sim ser bem escolhido e sobretudo, mostrar os laudos dos ensaios de acordo com as normas NBR 10834 e 10836. Esse é um diferencial e tanto, pois, já separará os fornecedores que não apresentam um tijolo ecológico de solo-cimento com padrões elevados de resistência à compressão, absorção de água e dimensões. Se estes três fatores atenderem as normas técnicas, a obra será muito mais segura, rápida e econômica. Agora, vale mencionar que os tijolos baianos, por exemplo, nem possuem norma técnica (não que eu conheça pelo menos) e dão muito pouco aspecto estrutural a uma obra, coisa que o tijolo ecológico de solo-cimento sim fornece e isso tem repercussões em outros elementos usados na obra de forma positiva (ferragens, traços de concretos, dimensões de fundações etc.). Se estas vantagens não forem consideradas nos projetos, o tijolo ecológico cai na vala comum e perde muitas vantagens.

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    1. Olá, obrigado pela visita e pelos comentários.

      Concordo plenamente com a questão da norma técnica e a consideração de vantagens além de meramente a questão da economia.

      Com certeza a questão da norma eleva o potencial do tijolo a medida que há uma referência a se seguir e também dá instrumentos para o consumidor avaliar a qualidade do fornecedor.

      O que falta agora é que os fornecedores ou algumas entidades se esforcem para capacitar os pedreiros tradicionais no método e assim desmistificar grande parte das críticas sem fundamento que estão sendo repetidas por aí dado o desconhecimento sobre o tijolo. Se eu tivesse condição, investiria nisso!

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  4. Boa tarde,

    Parabéns pelo Blog e pelo post. Confesso que também fiquei cismada sobre a falta de divulgação das desvantagens do tijolo ecológicos. Gostaria de saber se há aqui em Pernambuco empresas especializadas neste método,

    Obrigada.

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    1. Olá Maria Carolina, obrigado! Espero que o Blog do Solo-cimento tenha proveito para você e os demais!

      Infelizmente não tenho informações sobre fornecedores e mão de obra na sua região. Mas acredito que encontrará sim, continue sua pesquisa e boa sorte!

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  5. Excelente a postagem!
    Obrigada, me ajudou. Estou pensando em reformar minha casa, e pelo que li não tem como fazer com o tijolo ecológico. Sem falar na falta de mão-de-obra qualificada aqui na região. Diante disto, vejo como um mercado promissor a longo prazo. Uma indústria e capacitação de mão-de-obra. Sabe me dizer onde posso encontrar informações a respeito?

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    1. Olá Gislayne, obrigado! Espero que ajude mesmo. Acho que reforma, depende muito do que será feito. Se forem acrescentadas paredes de vedação, sem função estrutural, será simples. Porém precisa ficar atenta com a modulação, uma vez que os tijolos preferencialmente não devem ser cortados, sendo assim você só terá medidas múltiplas do tamanho do meio-tijolo (25 ou 30 cm).

      O fator mão de obra é uma dificuldade realmente, mas qualquer pedreiro que trabalhe com alvenaria estrutural é capaz de construir uma casa dessas tranquilamente. É bem fácil trabalhar com o tijolo e só requer capricho e atenção.

      Acho que o mercado vem se fortalecendo aos poucos, cada vez mais vejo casas sendo construídas, fornecedores novos, encontros e divulgação de informações.

      Infelizmente não saberei te indicar mão de obra caso sua região não seja a mesma que a minha, interior de São Paulo. Porém qualquer dúvida, pode me escrever.

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  6. Gostei muito da postagem e dos comentários.

    Estou cursando Engenharia Civil e escolhi o Tijolo Ecológico como tema de um trabalho, ao pesquisar encontrei algumas contradições sobre vantagens e desvantagens, e a maior de todas foi um artigo publicado em julho de 2015 pela revista Ecológica - Edição: Toda Lua Cheia

    As afirmações que mais entram em conflito com as questão abordadas por você são:

    *Têm menor absorção, sendo que a perda de umidade do material não causa variações volumétricas consideráveis;
    *Tem maior resistência a umidade, dado que o material não se deteriora quando submerso a água;
    * Devido a sua maior permeabilidade, são mais duráveis;
    *60% de economia com serviços de pedreiros, pois a metodologia construtiva dispensa mão de obra especializada;


    Peço que se possível me esclareça. Pois esse artigo me deixou em um impasse.

    Obrigado! E mais uma vez, parabéns pela postagem.

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    1. Olá Yasmin,

      Obrigado pela visita.

      Achei o link da matéria e dei uma lida: http://www.revistaecologico.com.br/materia.php?id=93&secao=1595&mat=1817

      Eu discordo do que foi dito, mas queria entender melhor para avaliar. De qualquer modo, vejo da seguinte forma:

      - O tijolo solocimento absorve muito mais umidade do que um tijolo cozido, justamente por não ser cozido no processo de secagem, além de ter bastante cimento na sua formulação e ser bastante poroso. É imperativo aplicar algum hidrofugante, impermeabilizante ou revestimento que proteja o tijolo da exposição a umidade.

      - Acho que isso acima, responde as duas primeiras afirmações. Gostaria de saber comparado ao que estão afirmando a menor absorção e resistência a umidade. Fato que o cimento na mistura ajuda o tijolo a manter as características mesmo se imerso, mas não impede que as intempéries causem esfarelamento, formação de fundos e outras consequências do excesso de umidade, caso não venha a ser feita nenhuma impermeabilização.

      - Veja que as próprias afirmações acabam por se contradizer. Se é mais permeável como dito na 3ª afirmação, claro que ele terá mais absorção de umidade.

      - Sim, o método construtivo usando tijolo solocimento é bastante simplificado e prático, porém discordo que para imensa maioria dos proprietários de obra usando o tijolo, possa se dispensar a mão de obra especializada. Muito pelo contrário, a falta de mão de obra que conheça o tijolo e saiba trabalhar com ele, é o principal ofensor do método, algo que tem desencorajado as pessoas de utilizarem-no. Não acredito de forma alguma nesse número de 60% de economia. Não é real, tenho prática para afirmar.


      Essa é a forma como vejo a coisa. Na hora de defender o tijolo alguns pontos são exacerbados e acabam por levar a essas dúvidas. O meu nível de conhecimento é inferior aos especialistas do assunto, mas tomo por base todo meu estudo e principalmente, minha prática, uma vez que convivo a mais de 3 anos com essa casa de tijolo solocimento, tendo acompanhado a obra de perto e aprendido muito sobre o material.

      Qualquer dúvida, pode me escrever.

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  7. Vou ter problemas em padronização se produzir meus próprios tijolos para minha construção adquirindo uma maquina manual?

    grato

    Dias

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    1. Olá Dias,

      Acredito que não, pois com uma prensa manual boa, você conseguirá manter os tijolos padronizados quanto a medida. Importante é só você se certificar de usar um bom solo e encontrar a proporção ideal de solo x cimento, para que tenha uma boa resistência mecânica no tijolo, resistência a compressão, nível de abosrção de umidade e também resistência a esfarelamento.

      Tendo garantia de que terá todo o solo necessário para sua produção e conhecendo bem o processo, você conseguirá fazer seus tijolos e utilizá-los na sua construção. Recomendo que faça testes mecânicos no tijolo em algum laboratório de sua região, assim terá certeza de estar construindo com um produto adequado.

      Obrigado!

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  8. Oi Wagner boa tarde, eu estava dando uma olha no seu blog e vi que vc ta muito por dentro do assunto, uma vez que ja passou pelo processo de construção, gostaria de saber de fornecedores/fabricantes de solo-cimento aqui em SP, ou na região, além dos que voce já passou, com preço melhor e o uma empresa que faça frete mais em conta. por favor. Se voce souber eu agradeço!

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    1. Olá Erika. Meus contatos são do interior, não sei se te vale em SP. Me mande um e-mail para conversarmos melhor. Obrigado pela visita.

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  9. Wagner, sou do interior de SP. VC poderia me passar os contatos de seus fornecedores? Abs

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    1. Olá Caio, bom dia. Chegou a dar uma olhada na página de Fornecedores? http://www.tijolosolocimento.com.br/p/fornecedores.html Veja se ajuda. Obrigado.

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  11. Vagner,
    Parabéns pelo seu blog.
    O conteúdo é extremamente relevante.
    Estou reformando/construindo uma casa e aplicando diversos conceitos ecológicos.
    O projeto é para 3 pisos, sendo que o terceiro é apenas um terraço e um espaço para as caixas dágua (aproveitamento de espaço do telhado)
    No primeiro piso usei a maior parte dos tijolos oriundos de demolição (maciços).
    Ficou um resultado muito bom depois que troquei de pedreiro (o primeiro só fez porcaria e tive de demolir muita coisa para fazer de novo.
    Para o segundo piso pensei em utilizar tijolos "ecológicos" (já entendi que vc não gosta no nome).
    Mas na minha cidade não tem fabricante e nem profissional capacitado (eu teria que capacitar o meu pedreiro e pagar um frete de R$650,00) Também não sei sobre a qualidade do produto deste fornecedor que encontrei em outra cidade.
    Por outro lado, tenho um amigo que está demolindo uma casa e tem tijolos maciços em grande quantidade, os quais posso adquirir por 60% do valor do "ecológico".
    Pergunto:
    Comparando o custo de assentar o tijolo "ecológico" com massa ou com cimento existe uma grande diferença de custo?
    No meu lugar você entraria nessa aventura ou continuaria o que já está indo bem?

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    1. Olá Mateus, obrigado!

      Cara a questão de usar cola e não cimento e a quantidade de ferragem que é economizada, fazem a diferença de fato no custo da obra. Especialmente se vai deixar tudo aparecente, sem reboco.

      Agora, diante de seu cenário, eu manteria o que está indo bem, pela conveniência e praticidade. A questão da mão de obra pode se tornar um problema se o pedreiro não tiver cabeça aberta e conhecimento de alvenaria estrutural. Para que então colocar mais complexidade em cima de algo que já vem caminhando bem?

      A adoção do tijolo faz sentido sempre que as condições forem favoráveis, uma vez que o método não é tão tradicional e fomentado. Quando há muita complicação para se obter o tijolo e arrumar quem trabalhe bem com ele, acaba sendo desanimador e não compensa. Obra já é um negócio chato e desgastante, então o que for facilidade é sempre bem-vindo!

      Boa sorte!

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  12. Boa noite, Wagner!

    Estou comprando um terreno em Cotia e comecei a pesquisar um pouco sobre construção ecológica e sustentável, e gostei muito do seu blog. Achei-o bastante ponderado.

    Gostaria de fazer uma consulta/orçamento deste tipo de construção, mas ainda não encontrei nenhuma empresa que me respondesse. Você poderia me indicar alguma que atendesse nesta região?

    Abraços,

    Lucy

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    1. Lucy, bom dia. Infelizmente não saberei te indicar ninguém, sei que existem mais construtores em SP do que na minha região, tanto é que a casa original foi feita por uma equipe da grande SP, mas não tenho o contato deles.

      Uma alternativa que você tem é tentar localizar o fabricante de tijolos da sua região (bem possível que exista e seja mais fácil de localizar na internet) e a partir dele, ir buscando contato de pedreiros, de arquitetos/engenheiros/projetistas que trabalham com tijolos, pois deles vai se abrindo o universo de contatos que você precisará para fazer cotações, buscar entendimentos e se aprofundar na análise. Foi assim que eu fiz e isso me fez toda a diferença de encontrar as pessoas chave para minha obra.

      Boa sorte!

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    2. Lucy, boa tarde.
      Estou construindo uma parte da minha casa com o tijolo ecológico fornecido e executado por uma empresa que tem sede também em Cotia.
      Obs: sou engenheiro civil.
      Se tiver interesse eu passo o contato.
      Rafael.fcsantos@hotmail.com

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  13. Prezados, com relação as medidas diferentes, até boas marcas de materiais diferem em cor, tamanho pelo simples fato de serem de lotes diferentes. Certa vez um cliente comprou um piso para reforma da sala de sua casa, no meio da obra ele resolveu aumentar a quantidade de piso a ser colocar o mesmo piso na cozinha e nos quartos. Foi então comprar mas o vendedor disse não garantir conformidade pois o lote comprado anteriormente havia acabado, mas mesmo assim comprou. Pude notar diferença na tonalidade e os pisos não tinha encaixe 100%. Terminei a obra e o aspecto geral foi bom mas tirei esse embaraço como experiencia.

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    1. Jorge, obrigado pela contribuição. Acredito sim que seja frequente esse tipo de problema, mas acho que não custaria termos uma orientação dos orgãos competentes, para uma padronização de medidas. Tijolos de 25 x 12,5 x 7 cm ou 30 x 15 x 10 cm por exemplo, com tolerâncias pré-estabelecidas. Assim você não ficaria refém de um único fornecedor. Não é algo impossível e nem muito custoso. É um desafio a ser endereçado pela indústria do tijolo solocimento, pois essas fragilidades acabam resultando em rejeição ao produto, enquanto que uma normalização só adicionaria valor agregado e qualidade ao mesmo.

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  14. Oi. Queria saber como se faz a base para construção de tres pavimento . Estou com medo de optar pelo solo cimento

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    1. Olá! Normalmente, como em qualquer outra construção. Pode-se usar viga corrida, baldrame, radier...para isso, remover seu medo e trazer-lhe segurança, precisa de um projeto estrutural feito por um engenheiro.

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  15. Boa tarde Wagner......primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo blog e dizer que compartilho da mesma opinião que você. Meu primeiro contato com tijolo ecológico foi em 1994, em uma feira de construção na cidade de cascavel no Paraná, de lá para cá estudei bastante sobre os equipamentos e sobre o tijolo antes de começar a construir e hoje na minha humilde opinião acho muito difícil o tijolo ecológico se tornar realmente popular pelos problemas já apresentados.....

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    1. Olá Vazzoler, boa tarde!

      Olha, eu realmente acho que a oportunidade do tijolo deslanchar e se tornar realmente uma opção párea com os demais métodos, passou. Agora é uma alternativa menos frequente e bastante preconceituada. Construir com o tijolo passou a ser "nadar contra a maré", visto a dificuldade de achar mão de obra e fornecedores.

      Isso não tira as vantagens do método, que considero excepcionais e foram muito desejadas em minha obra: praticidade, rapidez e economia. Mas isso é/foi fato no meu escopo, não é algo garantido em construções diferentes, por isso precisa se informar e estudar bem o projeto.

      Obrigado!

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  16. Parabéns pelo post.
    Sou iniciante no assunto. Comprei um equipamento manual, usado, para produzir tijolos e encontrei dificuldades técnicas como massa grudando no molde, tijolos desmanchando ao sair do molde, esfarelamento da borda de encaixe. Comecei usando uma terra que veio com muita pedra e mudei para outro fornecedor. Só depois de centenas de tijolos prontos e aquisição de betoneira consegui melhorar a qualidade dos tijolos.
    Soluções:
    Massa grudando no molde;
    acrescentar areia na massa e limpar o molde constantemente com uma estopa embebida em óleo vegetal.
    Na betoneira tem que colocar água com o regador bem no fundo do tambor e bater pouco para evitar formação de bolinhas de massa.
    Iniciei com massa 9*1 e agora mudei para 9*1*1 sendo que a medida do cimento eu coloco generosa. É difícil para um leigo verificar porcentagem de areia em relação a terra, por isso fui na base de testes mesmo.
    A questão de resistência do tijolo também é difícil para o leigo testar.
    Enfim, desde que tomei conhecimento do método a cerca de dez anos, gostei dá ideia. Por enquanto estou só na produção dos tijolos, mas penso que vou perder uma parte da produção por falta de confiança na residência dos primeiros. Já os que estão saindo agora me parecem melhores. Lembrando que estou produzindo para uso próprio. Outro fator importante é a produtividade. Vi posts que diziam 400/dia com duas pessoas. Eu não consegui manualmente, o serviço é pesado, peneirar, mesmo na máquina, virar a massa, triturar, colocar na prensa e prensar. Agora com betoneira melhorou, mas somos três pessoas.
    Pretendo continuar com meu projeto de dois andares mas já pensando em fazer algumas colunas e vigas tradicionais. Quanto ao acabamento é que me preocupa por causa dos problemas de exposição a chuva nas paredes externas.

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    1. Amigo, a respeito do seu medo com a exposição das paredes externas, o problema é resolvido com a impermeabilização.

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  17. Wagner, estou pensando em adquirir uma prensa manual para produção de tijolos para fazer minha própria casa. Tenho algumas dúvidas e acho que com seu profissionalismo e experiência, possa me ajudar. Bom, gostaria de saber se vale a pena investir em uma prensa, e se de fato, este tijolo absorve muita umidade,e se terei problemas, já que moro na região serrana do estado do RJ(região muito úmida), ou se com impermeabilizante resolveria meu problema. Obrigado e parabéns pelo trabalho!

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    1. Jades, boa tarde.

      Acredito que o investimento de uma prensa manual só valha a pena se tiver expectativa de uma grande produção, se não houverem fornecedores na região onde pretende construir e se tem o desejo prioritário de fazer os tijolos você mesmo, isso como alvo de um projeto maior que exigirá persistência e intensos testes para se chegar na formulação ideal.

      Porque disso: o grande lance do tijolo começa com a proporção da mistura entre solo e cimento, depois vem a questão do processo produtivo. É a mistura o grande segredo para se atingir a resistência necessária prevista por norma. Será dentro do processo produtivo (ex. peneirar bem o solo, misturar de forma homogenea, ter um bom processo de cura, etc) que a qualidade geral será atingida e acredito que para ambas as demandas, somente experiências e testes vão ajudar para atingir um produto seguro e confiável.

      Terá que ter esse cuidado em mandar o tijolo passar por ensaios de compressão e resistência, manter vigilância sobre a qualidade e uniformidade do solo utilizado, encontrar os detalhes do processo que facilitam a produção.

      Com todos os fabricantes que conversei, percebo que eles levaram muito tempo para conseguir atingir esse grau de conhecimento e domínio do processo. Numa prensa manual então, o trabalho é grande.

      Sobre a umidade, o importante é a impermeabilização. Recomendo também fazer testes nesse aspecto, testar qual produto atende melhor. Hoje temos silicone, resinas a base d'agua, resinas comuns, resinas 100% puras, vários materiais que resolvem a necessidade de "selar" o tijolo. Acredito que nessa condição não teria problemas, mas deverá sempre renovar a impermeabilização para não sofrer com as patologias do tijolo (post que devo publicar em breve).

      Permanecendo dúvidas, só me escrever.

      Abraço!

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  18. Respostas
    1. Olá André, boa tarde.

      Acredito que isso reduza o benefício do método, tendo em vista que voltará a utilizar caixaria, ferragem e material básico em excesso. Não acho que não será vantajoso, mas perde um pouco o sentido.

      Se a preocupação for estrutural, há soluções mantendo apenas o tijolo, fazendo um bom projeto e um bom cálculo estrutural. Os grouts tradicionais com certeza dão conta e em alguma eventual necessidade maior, poderá utilizar colunas tanto quadradas repletas de tijolos, quanto vazadas no interior utilizando o tijolo de caixaria.

      Obrigado.

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