O Grande Passo na Construção
Depois da preparação do solo, é chegada a hora de estabelecer a fundação da construção, etapa primordial para que tudo corra bem.
Existe uma infinidade de tipos de fundação no atual paradigma da construção civil, sendo que dois modelos são mais comuns e aplicáveis nesse tipo de obra utilizando tijolo solo-cimento (ecológico): viga baldrame e Radier. Não pretendo entrar nos detalhes de cada método, pois me faltaria bagagem técnica para explanação. Vou apenas ilustrar o método que escolhemos e os benefícios que notei dessa opção.
Radier
O método denomidado Radier consiste em uma laje de concreto armado por toda a área da construção, onde se apoiam as alvenarias e dessa forma, é distribuído todo o peso por essa plataforma. Ao contrário da viga baldrame, que por sua vez só apresenta a viga exatamente aonde haverá a alvenaria, o Radier servirá de contrapiso para a casa toda.
É comum se utilizar Radier em construções com tijolo solo-cimento (ecológico) devido ao fato da alvenaria com esse tijolo ser mais leve que a alvenaria comum. O Radier por ser uma fundação rasa, é mais indicado para casas térreas, uma vez que isso favorecerá a economia que essa opção pode trazer.
Em se tratando do solo úmido da região de minha obra, a opção do Radier fez ainda mais sentido pois o nível do lençol freático é alto, ou seja, com pouca profundidade de escavação já se encontra água, o que tira a resistência do solo e dificulta a utilização de brocas para sustentação das vigas. Segui então para aquilo que me pareceu mais viável pratica e economicamente, sempre com o embasamento técnico do sr. Carlos Fachinelli responsável pelo projeto.
O que acabei notando depois é que, com o Radier executado, fica mais fácil a modulação/posicionamento da alvenaria. Está tudo concretado, logo ficam mais claros os espaços e há também o benefício de uma obra mais limpa, dado que dentro da área da casa não há contato com a terra/lama.
Como desvantagem, há a forte dependência da correta marcação dos pontos de esgoto e eventuais tubulações hidráulicas ou elétricas que tenham sido definidas sob o contrapiso. Toda tubulação de esgoto deve estar instalada e deixadas as esperas para posterior conexão na altura da alvenaria. Não há margem para erros. Outro ponto a se considerar é que o custo do concreto usinado é grande, muito embora até possa ter economizado na opção do Radier, o gasto foi concentrado todo de uma vez só na contratação das betoneiras e da bomba para bombear o concreto por toda a extensão do lajedo.
Vamos fotos:
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| Início das escavações das vigas e sapatas para amarração do Radier - 04/05/2013 |
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| Com a compactação que foi feita, o trabalho de abrir as valas não foi fácil |
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| Em 11/05/2013 já haviam aberto praticamente todas as valas para vigas e sapatas |
Logo depois começa o trabalho de montar a armação com a ferragem. Utilizamos malha dupla para evitar rachaduras e aumentar a resistência. Também colocamos uma lona sob a terra para ajudar na cura do concreto usinado, segurando a umidade e impedindo que ela fuja para o solo. O ideal seria uma camada de brita antes, o que ajudaria no nivelamento, mas acabei suprimindo essa etapa por acreditar que não houvesse grandes prejuízos.
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| As malhas espalhadas (faltava mais uma para fazer dupla) e a ferragem nas vigas de amarração |
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| As esperas de esgoto já todas posicionadas, por debaixo da malha |
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| Nos limites do Radier pedi que fosse feito uma viga de 40 cm de profundidade e foi usado vergalhão de 1/2 |
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| Conduítes/corrugados que por ventura passarem pelo contrapiso já precisam estar posicionados antes da concretagem |
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| As malhas ao fundo que seriam colocadas junto com o concreto para formar a dupla malha |
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| Detalhe da sapata |
Com isso, já estava tudo pronto para receber o concreto usinado, o que veremos no próximo post!