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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fundação 2 - Concretagem

Tomando Forma!


Chegou o grande dia da concretagem do Radier. Um dia de sol entre nuvens, temperatura agradável e tempo úmido: perfeito para a cura do concreto, que depende da umidade para uma melhor cura.

Optamos pelo concreto FCK 20 MPA, é o suficiente para o contrapiso de uma casa, incluindo o espaço em que usaremos como garagem. Os preços das empresas de mistura da massa são quase que tabelados e a agenda deles bastante concorrida, um sinal de que a construção civil está em pleno vapor.

Nessa busca, quem melhor me atendeu foi a ExtraMix / Concrebase, um braço do Grupo Base que é bem grande e sério. Me deu a segurança necessária e cumpriu o acordado.

O bruto chegando para descarregar - 23/05/2013

Foi utilizado uma bomba para chegar a todos os locais da casa
Colocando a segunda malha e posicionando a mangueira da bomba
Logo começou a diversão
Enquanto alguns espalham com esses "rodos", outros vão puxando a malha para ela ficar no meio do Radier e também a régua ou sarrafo para nivelar com as marcações feitas previamente
Decidi pelo Radier com 15 cm, uma laje e tanto
Depois de um longo e exaustivo dia, missão cumprida!


  
Foram 40 m³ de concreto usinado, 5 caminhões de 8 m³. Veja só o que faltou, um pequeno buraco que não daria nem 1 m³
Úmido desse jeito fica até bonito de se ver!

As esperas de esgoto e elétricas
Foi só nesse momento que passei a ter uma dimensão melhor das coisas
Interno também! Olha a altura que ficou o espelho de luz. Vamos ter que mudar, claro.
A lateral também ficou bastante alta com o calçamento que fizemos. A ideia é um escoamento pluvial e um deck para evitar que alguma criança caia no vão que ficou bem alto.

 Mais uma meta parcial cumprida em 23/05/2013! Caminho livre para iniciar a alvenaria.





terça-feira, 25 de junho de 2013

Fundação

O Grande Passo na Construção


Depois da preparação do solo, é chegada a hora de estabelecer a fundação da construção, etapa primordial para que tudo corra bem.

Existe uma infinidade de tipos de fundação no atual paradigma da construção civil, sendo que dois modelos são mais comuns e aplicáveis nesse tipo de obra utilizando tijolo solo-cimento (ecológico): viga baldrame e Radier. Não pretendo entrar nos detalhes de cada método, pois me faltaria bagagem técnica para explanação. Vou apenas ilustrar o método que escolhemos e os benefícios que notei dessa opção.

Radier

O método denomidado Radier consiste em uma laje de concreto armado por toda a área da construção, onde se apoiam as alvenarias e dessa forma, é distribuído todo o peso por essa plataforma. Ao contrário da viga baldrame, que por sua vez só apresenta a viga exatamente aonde haverá a alvenaria, o Radier servirá de contrapiso para a casa toda.

É comum se utilizar Radier em construções com tijolo solo-cimento (ecológico) devido ao fato da alvenaria com esse tijolo ser mais leve que a alvenaria comum. O Radier por ser uma fundação rasa, é mais indicado para casas térreas, uma vez que isso favorecerá a economia que essa opção pode trazer.

Em se tratando do solo úmido da região de minha obra, a opção do Radier fez ainda mais sentido pois o nível do lençol freático é alto, ou seja, com pouca profundidade de escavação já se encontra água, o que tira a resistência do solo e dificulta a utilização de brocas para sustentação das vigas. Segui então para aquilo que me pareceu mais viável pratica e economicamente, sempre com o embasamento técnico do sr. Carlos Fachinelli responsável pelo projeto.

O que acabei notando depois é que, com o Radier executado, fica mais fácil a modulação/posicionamento da alvenaria. Está tudo concretado, logo ficam mais claros os espaços e há também o benefício de uma obra mais limpa, dado que dentro da área da casa não há contato com a terra/lama.

Como desvantagem, há a forte dependência da correta marcação dos pontos de esgoto e eventuais tubulações hidráulicas ou elétricas que tenham sido definidas sob o contrapiso. Toda tubulação de esgoto deve estar instalada e deixadas as esperas para posterior conexão na altura da alvenaria. Não há margem para erros. Outro ponto a se considerar é que o custo do concreto usinado é grande, muito embora até possa ter economizado na opção do Radier, o gasto foi concentrado todo de uma vez só na contratação das betoneiras e da bomba para bombear o concreto por toda a extensão do lajedo.

Vamos fotos:

Início das escavações das vigas e sapatas para amarração do Radier - 04/05/2013 
Com a compactação que foi feita, o trabalho de abrir as valas não foi fácil
Em 11/05/2013 já haviam aberto praticamente todas as valas para vigas e sapatas




Logo depois começa o trabalho de montar a armação com a ferragem. Utilizamos malha dupla para evitar rachaduras e aumentar a resistência. Também colocamos uma lona sob a terra para ajudar na cura do concreto usinado, segurando a umidade e impedindo que ela fuja para o solo. O ideal seria uma camada de brita antes, o que ajudaria no nivelamento, mas acabei suprimindo essa etapa por acreditar que não houvesse grandes prejuízos.

As malhas espalhadas (faltava mais uma para fazer dupla) e a ferragem nas vigas de amarração


As esperas de esgoto já todas posicionadas, por debaixo da malha

Nos limites do Radier pedi que fosse feito uma viga de 40 cm de profundidade e foi usado vergalhão de 1/2

Conduítes/corrugados que por ventura passarem pelo contrapiso já precisam estar posicionados antes da concretagem
As malhas ao fundo que seriam colocadas junto com o concreto para formar a dupla malha
Detalhe da sapata

Com isso, já estava tudo pronto para receber o concreto usinado, o que veremos no próximo post!


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Destruir para Construir

Reforma


A diferença entre construir do zero e ampliar uma casa é que aquilo que você achava que já tinha, passa a não ter. Construindo do zero, não se sente essa angústia. A nossa casa que até então servia de área de lazer nos finais de semana, virou um terreiro em obras, quase um cenário de guerra.

Antes/Durante a Obra

Um grande detalhe do tijolo solo-cimento: quase não produz entulho. Eu removi duas paredes, oitões, todos os pilares e não chegou nem a uma caçamba cheia! Alguns dos tijolos conseguimos até aproveitar, pois foram cuidadosamente descolados das paredes que desmontamos...isso mesmo, desmontamos, essa é a grande diferença para a alvenaria convencional, cujo verbo mais adequado seria demolir. Quem já fez reforma sabe o quanto de entulho uma obra convencional produz.

Assim iniciou-se a obra, na primeira semana já foi colocado terra em tudo, dentro da casa e também fora, onde percebemos que os 40 cm não tinham sido atingidos, até porque com o tempo e a compactação, a altura baixou. Logo, mais caminhões foram precisos e o trabalho de compactação foi intensificado.

Início da obra em 12/04/2013
Início em 12/04/2013



sr. Camilo e o sapo (compactador de solo)
Sr. Camilo foi o pedreiro contratado para a construção

Como a área construída era pequena, foi mais fácil adaptar os espaços atuais ao que queríamos como novos na casa final. O que era sala na casa "antiga", está sendo transformada em cozinha; a antiga cozinha se transforma aos poucos em área de serviço e o conjunto quarto+banheiro seria mantido, só que na configuração de suíte. 

Haverá mudanças de janelas e portas nessas alterações previstas e isso será importante detalhar como bem recordou a Aline do blog Feita de Bem, pois isso é visto como calcanhar de aquiles da alvenaria estrutural. Detalharei isso depois. Nessas intervenções que fizemos, optamos por remover duas paredes por completo, pois elas foram concebidas para serem removidas algum dia no projeto do ex-proprietário. Dessa forma, apresentavam poucos grouts, amarrações e cintas. Até por isso optamos por tirar, pois apenas uma delas era mandatório remover, mas a outra (da janela) ficou praticamente solta.

Alvenaria removida
As duas paredes que foram removidas
Aterro interno
Parece assustador, não? E é!


Com a compactação o visual foi melhorando aos poucos.




  





Em 12 dias corridos de compactação, chegamos ao final dessa etapa antes do início da fundação:


Note a altura da janela antes de concretar. Esse platô ficou tão compactado que ficou difícil até cravar uma estaca nele, mesmo usando a marreta. Foi muito bem executado pelo sr. Camilo e o seu ajudante Felipe.







Se desejar navegar por todos os posts sobre o tema Reforma, use os marcadores na lateral direita do Blog e encontrará o marcador: http://www.tijolosolocimento.com.br/search/label/Reforma ;)




Fazendo Acontecer

Trabalho Árduo


Com a decisão de não manter o mesmo patamar da casa já construída e arcar com todos as consequências disso, assumimos isso em projeto. Não existiriam escadas ou desníveis entre a parte "antiga" e a nova. Só nos restava aterrar tudo. No projeto foi assumido 52,5 cm, equivalente a altura de sete tijolos, não era pouco.


Nisso passaram-se meses. Meses de verão, diga-se de passagem. O solo que já é úmido, virava terreno fértil para o mato. Na contramão, o dinheiro secava com todos os custos da terraplenagem. Restava para mim o trabalho de manter o local "visitável", em boas condições até o início das obras. Vez ou outra aparecia uma equipe disposta a ajudar.

Eles não pedem licença, basta deixar o portão aberto. O chifrudão era manso ;D
Se reparar bem nas fotos do post anterior, vai notar a diferença de tamanho da vegetação dos alambrados, quão rápido cresceram. De dezembro/12 até março/13 foi praticamente só isso que fizemos: jogar terra, espalhar e roçar onde o mato dominava. Aos poucos foi tomando forma:




Somente em março é que atingimos o que eu acreditava ser a meta dos 40 cm da altura do terreno antes da construção:

Lourenço da Planalto Materiais de Construção foi um dos responsáveis pela terraplenagem





Em paralelo, corria atrás da mão de obra, capítulo abordado no post Em Busca da Mão de Obra. Mas lembram daquele papo de metas parciais? Tínhamos atingido a segunda delas (a primeira foi a compra da casa):

03/03/2013