sábado, 31 de março de 2018

Resinando o Tijolo Solo-cimento A Saga (Resina 4 - Resumo da Impermeabilização do Tijolo Ecológico com Resina Acrílica)

Resumão da Resina


Eu fiz uma escolha anos atrás e acabei limitando minhas possibilidades. Escolhi usar resina acrílica para impermeabilização da alvenaria e fui fundo nas opções todas que tive a partir do momento que comecei resinar as paredes. Seria arriscado sair misturando materiais muito distintos sobre paredes já pintadas com resina acrílica.

Tudo isso está registrado aqui em posts assinalados pelo marcador Impermeabilizacao. Desse histórico tirei algumas pérolas:
"Se dinheiro não é problema ou a área a aplicar é pequena, vale a pena fazer um teste para verificar se há superioridade;" - sobre a resina pura.
"Essa saga não termina. Desde 11/2013 venho aplicando resina nas paredes " - desde quando venho nessa lida.

São mais de 5 anos resinando ativamente, pintando eu mesmo todas as alvenarias. Desde antes do rejunte como proteção inicial até sucessivas demãos mais recentes já em busca do aspecto final de acabamento. Usei algumas diferentes composições e fabricantes nessa linha de resinas acrílicas. Acabei que não percorri (ainda) o mesmo caminho com silicone líquido, verniz acrílico, polímeros ou outros hidrofugantes. Optei também sempre pela versão brilho dentre todas resinas que utilizei. Quase sempre existe a opção fosco ou semi-brilho, mas não tenho experiência sobre.

Nessa lida, usei desde as resinas a base d'agua até resina 100% pura, sem solvente. Testei também a pintura com base seladora previamente e direto a resina sem fundo de preparo. Usei resina concentrada e diluída com diluente específico. Usei da mais barata até a mais cara. Segui as instruções fielmente mas também experimentei outras formas de trabalho, atingindo bons resultados. Sofri com o preço da lata de 18 litros duplamente: uma pela quantidade de latas consumidas e outra pelo preço que só veio aumentando nesses anos todos.

Resinas base d'agua e solvente, mais acessíveis:


http://www.tijolosolocimento.com.br/2014/05/rejunte-finalizado-rejunte-3.html e  http://www.tijolosolocimento.com.br/2014/05/resina-pos-rejunte-resina-2.html. Para finalizar o comparativo, faltava realmente mais um tira-teima das resinas base d'agua e outra opção de resina base solvente, para tentar ser imparcial e abrangente. Faltava!

Parede pintada exclusivamente com resina Hydronorth

Resina base d'agua, o retorno:


Minha experiência inicial com a resina acrílica a base d'agua da Hydronorth não foi boa pelo aspecto visual. Eram as primeiras demãos da alvenaria, o que intensificava os resultados frustrantes: rendimento baixo e aspecto visual fraco. Eis então que já na fase final da obra, na impermeabilização da alvenaria nova do canil, o Edilson da Tizokez me trouxe uma resina desenvolvida especificamente para o tijolo solo-cimento. Era a tinta acrílica Acquatex da D&D, a base d'agua. Ela foi aplicada antes do rejunte e depois, em áreas que não haviam recebido qualquer pintura.

A diferença no aspecto visual é nítida, não fica devendo brilho para nenhuma resina a base de solvente. Tem a vantagem de um bom rendimento e apresenta boa capacidade hidrofugante. Foram apenas duas demãos e trago essas imagens para demonstrar o resultado:

Parede pintada exclusivamente com Acquatex


Alvenaria resinada com Acquatex

Minha palavra conclusiva sobre essa resina a base d'agua é de que se você procura alternativas além das base solvente, que sejam mais baratas e menos agressivas, essa resina foi a que trouxe melhor resultado. Também vejo essa opção em específico como a resina que menos altera a aparência natural do tijolo. Há um brilho, porém não altera tanto a cor do tijolo como outras. Não vejo mais tantos deméritos em uma resina acrílica a base d'agua como via antes, só pondero que elas necessariamente precisam ser mais baratas do que as base solvente, por uma questão óbvia fabril/insumos.

Resina pura, o sonho:


Porém desde o primeiro post lá atrás eu vinha namorando a resina pura da Viapol. Tinha a visão de que quanto mais pura fosse a resina, melhor seria a cobertura/eficiência. Dessa forma havia a chance de um maior rendimento e produtividade de cada demão que eu e eu mesmo aplicaríamos naquelas paredes.

Na prática isso se comprovou, felizmente. Embora seja importante considerar que resinar sobre paredes previamente resinadas seja menos ingrato e os resultados mais fáceis de serem obtidos, a resina tida como 100% pura Fuseprotec da Viapol fez bastante diferença no aspecto visual, resultando em brilho intenso e mais fácil percepção da pintura.

O grande diferencial tido nas resinas puras é a ausência do estireno, que é colocado como principal culpado pela degradação da pintura no sol (raios UV), principalmente. E como esse trabalho vem ocorrendo a vários anos, de fato pude evidenciar a perda da cobertura/impermeabilização em paredes que ficam mais expostas a chuva e sol. Em um total de 7 anos desde a aquisição, pude acompanhar tanto a degradação da pintura original da casa que data de 2010 até das pinturas que eu fiz no início dos trabalhos pós reforma. Reforcei minha visão que a cada 3 ou 4 anos no máximo, paredes mais expostas necessitam de repintura.

Recapitulando o trabalho todo, apliquei a primeira demão antes do rejunte em 2012/2013 e vim refazendo após o rejunte por motivo de renovação da proteção e também correção de problemas como sujeiras intensas como foi o caso da montagem dos forros de gesso, onde fizeram o "favor" de deixar as paredes lastimáveis - capítulo que merece ser contado a parte. Outro evento de sujeira e necessidade de impermeabilizar o quanto antes está aqui "Dica do Dia 17/02/2014".

Assim nessa toada, foram latas e latas de 18 litros que partiram inicialmente de R$ 170,00 até os preços mais recentes da resina pura que atingem R$ 430,00:

Um pouco da pilha de latas que construí em 5 anos

Gastei por volta de 30 latas, totalizando no mínimo R$ 9.000,00 para cobertura de mais de 600 m² de alvenaria em paredes. Há paredes em que já apliquei 5 ou 6 demãos, mas hoje creio ter atingido a aparência e percepção da impermeabilização ideal. A parede fica emborrachada nessa resina, fica melhor ao toque, o brilho é intenso e tem se mostrado mais resistente ao tempo/exposição a intempéries. Fato é que tenho que aguardar 3 ou 4 anos até uma próxima demão para comparar com a degradação que notei nas outras resinas, mas vejo meu investimento e trabalho melhor recompensado nos resultados obtidos com essa escolha da Viapol.

Parede onde foram aplicadas duas demãos de resina pura Fuseprotec

Primeira demão fresca - brilho intenso

Diferença clara entre uma porção resinada e a esquerda, sem resina
Em busca do brilho perfeito
E tome cobrir tudo!

E assim foi feito...
Brilho!
Assim dá gosto de trabalhar!
Seguimos pintando!

Segunda demão de resina pura

Bronzeamento artificial

E assim foram latas e latas...

O que é notável e necessário frisar sobre essa resina: ela definitivamente escurece o tijolo a cada demão. Escure mais do que qualquer outra opção que usei, mesmo na primeira demão. O emborrachamento é muito superior aos demais produtos, o tijolo fica mais suave ao toque e é notável a película de proteção. O rendimento é também bem superior a essa altura, com 4 ou 5 demãos mesmo que de vários fabricantes e produtos. A cada nova demão, o rendimento aumenta. Hoje uma lata dessa resina 100% acrílica Fuseprotec da Viapol rende bem mais do que todas as demais consumidas até aqui. Arrisco a área de 300 m² de alvenaria coberta com uma lata de 18 litros.

Se lá em 2013 custava R$ 280,00 uma lata da Fuseprotec, hoje varia entre R$ 400,00 e 430,00. Custa o dobro das resinas ou outras opções hidrofugantes ou hidrorepelentes do mercado. Porém a quantidade de latas necessárias para cobrir a mesma área, comprovam que o maior rendimento equipara ou pode até gerar economia na cobertura total das áreas. Acabei assumindo essa como um item mais caro do mercado, mas diferenciado e acima dos demais em rendimento, aparência e produtividade.

Agora tenho caprichado na cobertura das paredes externas que ficam bastante expostas ao sol e chuva, para poder medir de fato a durabilidade. De qualquer forma o experimentado até aqui já serve para uma boa visão a respeito de impermeabilização usando resinas acrílicas.

Resumo das experiências (revisando ou reafirmando resumos passados):


  • Resine o quanto antes. Uma vez construída a alvenaria, considere resinar. Além de ser mais prático resinar sem obstáculos e acabamentos, vai definitivamente impedir que sujeira qualquer manche as paredes e vai antecipar a impermeabilização básica que garantirá a boa aparência e  longevidade da alvenaria;
  • Resinar antes do rejunte: facilita e evita que a massa de rejunte manche a alvenaria. Imprescindível;
  • O trabalho de pintura é simples e pouco exigente. Um rolo de lã, um extensor para paredes mais altas, uma bandeja para umedecer o rolo e paciência. Começar com uma demão diluída facilita a cobertura total da alvenaria, incluindo os ressaltos e cantos. O ideal é não trabalhar com o rolo muito encharcado para evitar escorrimento.
  • Invista suficientemente na impermeabilização das alvenarias. O tijolo solo-cimento ou tijolo ecológico é bastante higroscópico, absorve bastante umidade por não ser cozido.  Isso independe se alvenaria a vista ou rebocada. Mudam-se os materiais empregados na impermeabilização, mas a obrigatoriedade se mantém. Impermeabilizar devidamente garante proteção e longevidade da construção;
  • Os materiais são variados e opções de acabamento variam diante da escolha de alvenaria a vista. Porém o mais importante dessa etapa é o poder hidrofugante e impermeabilizante, sem deixar de lado economia e praticidade. Recomendo fortemente comprar pequenas porções dos produtos disponíveis (resinas ou tinta acrílicas, polímeros ou silicone) para comparar rendimento e aparência ao seu gosto pessoal.
  • O gasto será proporcional a quantidade de alvenaria a se impermeabilizar. Na minha visão, não fica muito além dos gastos de uma pintura convencional, considerando massa corrida, fundo e pintura. Mas sim é definitivamente um ofensor à economia, considerando a opção de tijolo a vista, dado o baixo rendimento das demãos iniciais e alto custo da lata de resina ou equivalentes. Abordei o tema no post Opa, Cadê a Economia?!.

Se tem uma coisa que acaba fortalecida após essa longa caminhada de muitos anos desde aquisição, passando por obra, construção e reforma, é a construção de opiniões baseadas em experiência prática e observação ao longo do tempo. Longe de ser a última palavra, essa reflete um total de 7 anos de observação, acompanhamento e testes. Vira uma bagagem consolidada que pode auxiliar quem se depara despreparado ao assunto.


Qual é a sua experiência? Compartilhe! Conte abaixo nos comentários.



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