TERRAMAX Capacitação e Treinamento

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Um Brinde à Evolução

De 13/04/2013 a 27/04/2014


Mais de um ano depois, há um misto de sensações e sentimentos com relação a todo esse projeto.

É sem dúvida um dos projetos mais complexos e intensos ao qual nos dedicamos, natural então que fosse marcado por dificuldades e um progresso lento. Claro que tudo isso está pautado pela dificuldade financeira, o que potencializa todos os extremos e nos coloca em desvantagem. Porém esse fator faz com que cada vitória tenha um grande significado e dá sentido a cada etapa, cada peça, cada gota de suor dedicada a tudo isso.

Hoje, 1 ano, 1 mês, 9 dias e 7 horas desde o início dos trabalhos, eu particularmente convivo com diversas sensações angustiantes, outras estimulantes e algumas várias incertezas. Chegamos tão longe com isso tudo e agora falta tão "pouco" para concluir nosso sonho que a ansiedade toma conta e certas vezes atrapalha o discernimento. É como estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Não conseguimos o montante necessário para terminar e sequer temos uma expectativa disso. Ao constatar isso, o desânimo nos toma conta.

Quase que ao mesmo tempo, ao estar lá, trabalhar na lida com o mato, com resina, com as tarefas que executo eu mesmo para economizar e também pela higiene mental que isso me proporciona, volto a sentir o estímulo de continuar batalhando, reconhecendo o grande avanço e a grandeza do que foi construído, gerando aquela força interior que me faz voltar a sentir motivação.

Nesses últimos dias tenho sido bombardeado com lembranças aleatórias dos estágios dessa obra, flashes de memórias e imagens das situações mais marcantes. Lembranças como o primeiro dia em que algumas paredes foram demolidas, uma sensação conflitante de caos com progresso. Ou a sensação de andar dentro da casa com o aterro interno que fizemos para elevar o contrapiso, barro por toda parte, um cenário de guerra. As horas e horas com trena na mão, prumo, nível, andando de um lado para o outro, conferindo as primeiras fiadas. A sensação de estar na laje da antiga casa, vendo as novas paredes crescendo ao redor. Os medos e aflições do que estava por vir, hoje tudo coisa do passado, itens superados.

Com essas lembranças na cabeça, quando paro e olho para o presente, o que está alí construído, me encho de esperança novamente, reafirmo meu compromisso de terminar tudo aquilo da exata maneira que eu e minha família sonhamos. Consigo até prospectar o momento em que vou poder sentar em uma rede, descansar de toda essa batalha e relembrar com orgulho toda luta para chegar até ali. Tem sido o processo de realimentação da força interna que me faz continuar dedicado e motivado.

As imagens abaixo são uma pequena amostra da imensidão de memórias que tenho em minha cabeça. Só quem está ali no dia-a-dia da obra, só quem botou a mão na massa para algo ser feito, é que pode ter esse privilégio de dizer: eu construí isso tudo, dinheiro nenhum fez isso por mim.






De outro ponto de vista:







segunda-feira, 12 de maio de 2014

Resina Pós Rejunte (Resina 2)

A Saga


Essa saga não termina. Desde 11/2013 venho aplicando resina nas paredes como contei no post Resinando e Impermeabilizando o Tijolo Solo-cimento (Ecológico). Foram duas demãos na casa toda antes do rejunte e agora pretendo aplicar mais duas demãos para dar o acabamento final.

É, como falei nesse post acima citado, uma tarefa simples, cansativa e muitas vezes ingrata, pois nas primeiras demãos custa a aparecer o resultado. Agora nessa fase, já parece ser mais recompensante pois o rendimento da resina é maior devido as demãos prévias e a aparência é o fator motivante, com o brilho que as paredes estão ganhando justificando todo esse trabalho.

A dificuldade nesse momento é atingir o abaulado do rejunte, que ficou frisado acompanhando as juntas entre os tijolos. Como preferi usar um rolo de pelo curto sintético (não encharca, não solta pêlo e fica menos "grudento"), tem que ter paciência e ir aplicando a resina em movimentos diagonais na parede para cobrir tudo. Serão semanas e mais semanas de paciência pela frente.

Tinha mostrado essa parede no post anterior, mas fiz ela até a altura do telhado e queria mostrar o resultado, evidenciando bem onde foram aplicadas duas demãos (rejunte escureceu e ganhou brilho da resina) e onde o rejunte ainda parede não ter sido coberto pela resina. Vejam:



Com duas demãos deve ficar mais uniforme o aspecto e o brilho
A diferença das duas demãos. A parte de cima o rejunte não foi totalmente coberto pela resina

O resumo da ópera é que acreditava que seria necessário somente uma demão final, mas acredito que o ideal seja mesmo mais duas, deixando tudo mais uniforme e cheio de brilho. Também deve ajudar na durabilidade, já que serão quatro demãos no total, uma cobertura e tanto.

Confesso que por mais pesquisas que eu tenha feito, casas que tenha visto, estou muito surpreso e contente com esse resultado. Foi além das minhas expectativas e mal posso esperar para ver a casa toda resinada. A seguir, cenas dos próximos capítulos...







quarta-feira, 7 de maio de 2014

Rejunte Finalizado (Rejunte 3)

Depois da Queda, O Coice


Não é segredo que não estamos desfrutando da melhor fase financeira para tocar a obra. Abordei isso no passado quando paralisei a obra e exemplifiquei alguns dos motivos pelo gastos que abalaram nosso plano de alcançar a completude ainda no primeiro semestre de 2014. Agora posso decretar, não ficará pronta nesse prazo.

Não se trata muito de colocar a culpa em algo, alguém ou situação. Sempre estive ciente das dificuldades e já disse isso aqui antes: chegar onde chegamos é uma grande vitória e superação. Porém confesso que tinha outros valores no meu planejamento para o acabamento e essa etapa do rejunte também quebrou todas as previsões.

Além do custo do rejunte flexível que acabou inflado pelo tamanho da alvenaria a se cobrir, o gasto com a mão-de-obra que acabei tendo de contratar foi além de todas as expectativas. Por não achar ninguém que realmente se propusesse a fazer o trabalho e transmitisse confiança sobre a qualidade do que precisava ser feito, não tive saída. Precisava completar essa etapa para prosseguir com o acabamento e não queria arriscar ter um trabalho mal feito por economia. Paguei - e bem caro - por isso.

De qualquer forma, o resultado atendeu as expectativas. O aspecto das alvenarias mudou muito, as paredes ganharam luminosidade com o rejunte aplicado e até impressão maior de robustez cheguei a notar por conta de não ter mais expostos os frisos vazados entre os tijolos. Parece até que os tijolos foram assentados com massa, aquela impressão que gosto dos tijolinhos a vista. A beleza da casa está ficando indiscutível.

Foram 320 kg de rejunte flexível Quartzolit Weber, quase mil reais nisso. Mais um bom tanto de esponjas e espátulas de plástico. Da carreta cheia da mesma terra utilizada na fabricação do tijolo, sobrou muito pouco. Foram mais de 600 m² de alvenaria rejuntada, um número bastante expressivo e impactado pelos pés-direito duplos, paredes com 6 metros de altura, além de paletas e colunas diversas.

E o resultado foi:

Primeiro, por fora...








Por dentro...luminosidade!






Agora resta passar mais uma demão de resina acrílica em tudo, cobrindo também o rejunte flexível e alcançar esse resultado final:





Como eu mesmo faço essa parte de pintura aplicando a resina, espero economizar o que foi gasto além do planejado na MO do rejunte e manter os custos dentro do nosso orçamento.

No final das contas, apesar do tombo financeiro até chegar no ponto atual, somado o coice de ter gasto 6% de todo o orçamento da obra somente nessa fase de acabamento, avançamos mais um passo rumo a completude e deixamos a obra com mais cara de casa, com a beleza que almejamos e sonhamos todo santo dia.