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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Obras Acessórias

Mas Não Menos Importantes


Como dito no último post, estamos em um período de planejamento dos próximos passos, uma redução drástica do ritmo da obra para poder ter algum fôlego quando pudermos realmente retomar as ações necessárias para acabar essa novela.

Isso não impediu providenciarmos algumas melhorias e obras que precisavam ser feitas em algum momento. Dentre elas: eletrodutos para entrada e saída de energia, nova tubulação de entrada de água da rua, um dreno para a posteridade e dois pequenos radiers que eram pretensões antigas e parte integrante das providências para as demais obras.

Vamos por partes: a casa antiga era habitada, ou seja, tinha toda a estrutura básica de entrada de água e energia. Por que então refazer? Bom, embora da área de tecnologia, sou engenheiro e essa é uma casa de um engenheiro. Não me conformaria com um duto de 3/4 com um fio de 16 mm, num quadro de 12 disjuntores. Isso atenderia uma casa pequena como ela era, não as necessidades de uma carga instalada de 48.920 watts, considerando todos os circuitos do projeto elétrico, ligados ao mesmo tempo. E não tem nada que me deixe mais put...frustrado do que tentar fazer um serviço simples de levar um fio do quadro de força até o poste de entrada de serviço e ser barrado por um duto pequeno ou tortuoso de mais. Não caprichei nos projetos e na execução para depois, durante o desfrute da casa, me deparar com esse tipo de impedimento. Ainda mais considerando que eu mesmo faço esse tipo de serviço e me estressaria bastante nesse caso. Passamos então 3 eletrodutos corrugado, de 63 e 40 mm, da entrada de serviço (poste) até o quadro, com caixas de passagem de alumínio a cada 15 metros no máximo e assim deixar o caminho livre para iniciar a elétrica.

A entrada de água acabou sendo refeita por tabela, uma vez que para abrir as valas para o dreno e os eletrodutos, tivemos que contratar uma mini-escavadeira e durante o trabalho o cano e o que mais estava alí enterrado foi removido.

Já o dreno, esse um sonho antigo, acaba parecendo piada na atual situação das represas do Cantareira. Como já falei aqui algumas vezes, estamos em área de várzea, sujeita a alagamentos em situações específicas. Quando as represas do Cantareira estão completamente cheias como aconteceu no final de 2009, são abertas as comportas e isso eleva o nível dos rios da região. Nível alto + várzea = alagamento. Como subimos bastante todo o nível do terreno e se formou uma vala entre meu terreno e o vizinho, existia alí um risco de termos água empoçada na ocasião de chuvas muito fortes ou alagamentos. Não haveria como fazer esse dreno no futuro, sem danificar as tubulações de água e energia, então era o momento, decidimos por fazer aquilo que se fará valer a pena durante a situação extrema de uma inundação, algo bem distante da realidade do momento, mas não totalmente descartada para daqui alguns bons anos caso as represas se recuperem.

Os dois radiers e um muro de arrimo para suportá-los, são melhorias e novas construções além do projeto inicial da casa. Um aumenta a área pavimentada da casa, criando uma varanda no quarto voltado para o fundo. O outro é uma área de pequena de 7 x 2,50 m que abrigará um canil e uma pequena oficina, um projeto novo que venho desenhando para acrescentar benfeitorias à casa.

O plano traçado:

Disposição dos dutos

A execução:

Mini-escavadeira que ajudou a abrir as valas
Montando as ferragens e caixarias
Concretagem das vigas

Concretagem do radier
Desempeno

Se a betoneira tivesse vindo com água suficiente, teria ficado melhor...

Concretando o dente do radier original para expandir a área pavimentada e ter mais uma varanda

Agora é só fazer a massa de fundo e regularizar para poder receber o revestimento

E o dreno:

Esticando o tubo drenante da Kanaflex

Enchendo de brita 1
Para depois envolver tudo com a manta geotextil (bidim)
Praticamente 70 metros de tubo drenante

Bastava então cobrir de terra
E assim foi feito
Pudemos então enterrar os eletrodutos acima do dreno e subir o nível da vala no limite do terreno
O que sempre foi uma vontade antiga, reduzir grandes desniveis e valas no terreno pós terraplenagem
Já consigo imaginar tudo gramadinho e uma bela piscina, nem que seja de plástico...rs


Um dia tudo isso vai realmente valer a pena e ser motivo de orgulho, servindo a família e amigos, sendo um lar de mais conquistas e qualidade de vida. É o que temos perseguido, dia após dia.




E chegaremos lá!



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domingo, 30 de junho de 2013

Hidráulica e Elétrica

Implicações da Construção Modular


Se ao mesmo tempo em que se faz necessário um projeto hidráulico/elétrico completo e detalhado desde o início da obra, por outro lado há uma facilidade maior de se instalar a tubulação durante a evolução da alvenaria. Não há margem para erro, mas também não tem muito espaço disponível para errar. A tubulação só tem um local para passar, o furo do tijolo, logo prumadas, registros, conexões de sifão e caixas de luz também vão estar nessa posição, o que de certa forma deixa bem claro e definido o que deve ser feito, gerando menos trabalho por não haver quebra-quebra e preenchimento com massa para fixar tudo na parede.

Mas claro, nem tudo são flores. Pode ser que registros fiquem além da profundidade mínima na parede, seja necessário utilizar mais conexões do tipo luva para "sair" de dentro do tijolo facilitando conexões de sifão ou torneiras ou ainda uma caixinha de luz 4x4 pode acabar inviável pelo recorte necessário. Tudo isso aconteceu na minha obra. O que citei da falta de padronização dos tijolos talvez tenha parte da culpa nisso.

A falta de padronização não facilita também para os fabricantes de materiais hidráulicos e elétricos produzirem produtos que atendam a necessidade dessas obras estruturais e modulares usando tijolo solo-cimento (ecológico). Não encontrei de fato nada realmente direcionado isso e que resolvesse esses problemas acima. Existem prolongadores para registros, foi possível utilizar luvas antes dos adaptadores roscáveis das saídas de água quente e fria, deixamos as caixinhas 4x4 de lado, travamos as conexões dos sifões dentro do vão do tijolo para facilitar depois, etc. São coisas que certamente vão aparecer e terão de ser resolvidas "durante o voo". 

Outro problema que "apareceu", foi uma decisão arbitrária que o empreiteiro tinha tomado, fugindo do projeto. Decidiu por ele mesmo que toda hidráulica quente e fria viria de cima, o que a princípio eu não via problema, exceto por não ter sido consultado e mesmo assim já haviam 5 fiadas assentadas assumindo isso como verdade. Resultado: quando o engenheiro foi conferir a obra sobrou carcada para todo lado - com razão diga-se de passagem. E lá se foi correr atrás do prejuízo, quebrando os tijolos da primeira fiada para prender os joelhos das tubulações que passariam pela parede. Não fiquei nada satisfeito com isso, mas realmente passar pelo piso é melhor, uma porque reduz a quantidade de tubulação na parede - situação melhor para manutenção, bem como deixa mais simples a distribuição sem que seja necessário usar mais canaleta para sair passando cano horizontalmente na parede. Imagine descer com a prumada do banheiro, passar por um registro, distribuir no misturador do chuveiro, correr para a pia, ducha higiênica, vaso sanitário, etc. Ia existir cano corrento em todo perímetro do banheiro!

Por isso a necessidade de se respeitar o projeto e claro, ter um projeto bem pensado e elaborado.

O resultado foi esse:
Pia da Cozinha
O jeito certo de assentar a primeira fiada com hidráulica no contrapiso
Suíte Master - Vaso sanitário e Box
Suite Master - Pia com duas cubas
Detalhe do misturador e registros
Exemplo da conexão do sifão que ficou embutida
Banheiro Social

Enfim, erros acontecem em qualquer lugar, não seria diferente numa obra que é um projeto bem complexo. Vale até um post a parte sobre os erros que aconteceram até agora na minha obra. A seguir, cenas do próximo capítulo.



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