segunda-feira, 12 de maio de 2014

Resina Pós Rejunte (Resina 2)

A Saga


Essa saga não termina. Desde 11/2013 venho aplicando resina nas paredes como contei no post Resinando e Impermeabilizando o Tijolo Solo-cimento (Ecológico). Foram duas demãos na casa toda antes do rejunte e agora pretendo aplicar mais duas demãos para dar o acabamento final.

É, como falei nesse post acima citado, uma tarefa simples, cansativa e muitas vezes ingrata, pois nas primeiras demãos custa a aparecer o resultado. Agora nessa fase, já parece ser mais recompensante pois o rendimento da resina é maior devido as demãos prévias e a aparência é o fator motivante, com o brilho que as paredes estão ganhando justificando todo esse trabalho.

A dificuldade nesse momento é atingir o abaulado do rejunte, que ficou frisado acompanhando as juntas entre os tijolos. Como preferi usar um rolo de pelo curto sintético (não encharca, não solta pêlo e fica menos "grudento"), tem que ter paciência e ir aplicando a resina em movimentos diagonais na parede para cobrir tudo. Serão semanas e mais semanas de paciência pela frente.

Tinha mostrado essa parede no post anterior, mas fiz ela até a altura do telhado e queria mostrar o resultado, evidenciando bem onde foram aplicadas duas demãos (rejunte escureceu e ganhou brilho da resina) e onde o rejunte ainda parede não ter sido coberto pela resina. Vejam:



Com duas demãos deve ficar mais uniforme o aspecto e o brilho
A diferença das duas demãos. A parte de cima o rejunte não foi totalmente coberto pela resina

O resumo da ópera é que acreditava que seria necessário somente uma demão final, mas acredito que o ideal seja mesmo mais duas, deixando tudo mais uniforme e cheio de brilho. Também deve ajudar na durabilidade, já que serão quatro demãos no total, uma cobertura e tanto.

Confesso que por mais pesquisas que eu tenha feito, casas que tenha visto, estou muito surpreso e contente com esse resultado. Foi além das minhas expectativas e mal posso esperar para ver a casa toda resinada. A seguir, cenas dos próximos capítulos...





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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Rejunte Finalizado (Rejunte 3)

Depois da Queda, O Coice


Não é segredo que não estamos desfrutando da melhor fase financeira para tocar a obra. Abordei isso no passado quando paralisei a obra e exemplifiquei alguns dos motivos pelo gastos que abalaram nosso plano de alcançar a completude ainda no primeiro semestre de 2014. Agora posso decretar, não ficará pronta nesse prazo.

Não se trata muito de colocar a culpa em algo, alguém ou situação. Sempre estive ciente das dificuldades e já disse isso aqui antes: chegar onde chegamos é uma grande vitória e superação. Porém confesso que tinha outros valores no meu planejamento para o acabamento e essa etapa do rejunte também quebrou todas as previsões.

Além do custo do rejunte flexível que acabou inflado pelo tamanho da alvenaria a se cobrir, o gasto com a mão-de-obra que acabei tendo de contratar foi além de todas as expectativas. Por não achar ninguém que realmente se propusesse a fazer o trabalho e transmitisse confiança sobre a qualidade do que precisava ser feito, não tive saída. Precisava completar essa etapa para prosseguir com o acabamento e não queria arriscar ter um trabalho mal feito por economia. Paguei - e bem caro - por isso.

De qualquer forma, o resultado atendeu as expectativas. O aspecto das alvenarias mudou muito, as paredes ganharam luminosidade com o rejunte aplicado e até impressão maior de robustez cheguei a notar por conta de não ter mais expostos os frisos vazados entre os tijolos. Parece até que os tijolos foram assentados com massa, aquela impressão que gosto dos tijolinhos a vista. A beleza da casa está ficando indiscutível.

Foram 320 kg de rejunte flexível Quartzolit Weber, quase mil reais nisso. Mais um bom tanto de esponjas e espátulas de plástico. Da carreta cheia da mesma terra utilizada na fabricação do tijolo, sobrou muito pouco. Foram mais de 600 m² de alvenaria rejuntada, um número bastante expressivo e impactado pelos pés-direito duplos, paredes com 6 metros de altura, além de paletas e colunas diversas.

E o resultado foi:

Primeiro, por fora...








Por dentro...luminosidade!






Agora resta passar mais uma demão de resina acrílica em tudo, cobrindo também o rejunte flexível e alcançar esse resultado final:





Como eu mesmo faço essa parte de pintura aplicando a resina, espero economizar o que foi gasto além do planejado na MO do rejunte e manter os custos dentro do nosso orçamento.

No final das contas, apesar do tombo financeiro até chegar no ponto atual, somado o coice de ter gasto 6% de todo o orçamento da obra somente nessa fase de acabamento, avançamos mais um passo rumo a completude e deixamos a obra com mais cara de casa, com a beleza que almejamos e sonhamos todo santo dia.




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terça-feira, 8 de abril de 2014

Opa, Cadê a Economia?!

Será Que Ela Existe?


O que talvez seja o ponto mais polêmico da construção utilizando tijolo solo-cimento (ecológico), é a economia que muitos afirmam em dizer (eu inclusive já afirmei aqui) que esse método traz.

Realmente o custo com materiais básicos como cimento, areia, pedrisco, ferro, sem falar dos desperdícios com madeiras para caixarias, etc, é bem menor na construção usando o tijolo, se comparado com a alvenaria convencional. Enquanto o milheiro do tijolo solo-cimento é mais caro do que um bloco de concreto, tijolo baiano e outros, nos materiais básicos outros você acaba compensando a diferença, especialmente se pensar que o gasto com cimento é muito reduzido, uma vez que tudo será assentado na cola. Logo, uma vez mantido o acabamento da alvenaria em tijolo a vista, também há de se supor que a economia com reboque seja grande e mantenha a tal porcentagem que muitos outros sites e referências na construção utilizando solo-cimento, citam. Algo em torno de 30 a 40% de economia.

Pois bem, eu estou começando a questionar esses números. Explico: some os custos da resina acrílica, o rejunte flexível e a mão de obra referente a esses serviços. Divida isso por m² de alvenaria. Depois, levante o custo estimado por m² de um reboque bem feito, nivelado, prumado e pronto para aplicação de massa corrida. Considere os materiais básicos e também a mão de obra. Some também, nessa vertente, o custo dessa massa corrida e pintura, para deixar a parede acabada. Talvez ocorra uma surpresa quando for comparar os resultados.

Não vou fazer aqui nenhuma conclusão. Isso varia muito de região para região, disponibilidade da mão de obra, característica do projeto e escolhas do proprietário na questão do acabamento. Apenas fazendo um paralelo sem colocar valores, arrisco as comparações abaixo que podem te fazer pensar se realmente existe economia nessa fase:


  • O valor gasto com rejunte flexível equipara-se ao gasto em  materiais básicos do reboco (cimento, areia, cal, etc). Existem várias alternativas, mas sem dúvidas o rejunte flexível é o ideal para esse fim;
  • A mão de obra para rejunte, por ser menos comum de se encontrar e exigir certo capricho, pode ser mais cara que mão de obra para massa corrida. No melhor dos casos, há um empate aqui;
  • O custo da resina acrílica e sua aplicação pode facilmente superar o custo de pintura em uma parede rebocada. A resina tem o mesmo preço de uma tinta acrílica ou látex, mas o rendimento é menor, enquanto a mão de obra para aplica-la é igual a uma pintura comum.


Isso sem entrar no mérito do gesso e materiais alternativos de acabamento na alvenaria convencional.

Fica a dúvida pairando sob minha cabeça, uma vez que a primeira pergunta que fazem quando visitam minha obra é se compensa construir com esse tijolo. Por isso insisto que a resposta para esse tipo de questionamento não passe apenas pelo quesito custo, a decisão de usar o tijolo solo-cimento tem que ter outras fundamentações maiores, pois corre-se o sério risco de se ver frustrado se a intenção era tão somente economizar.




segunda-feira, 31 de março de 2014

Rejunte 2

Externo Quase Finalizado


O rejunte caminha bem. Foram 19 sacos de rejunte flexível até agora e estamos próximos a finalizar as faces externas da casa. Os resultados estão sendo bem satisfatórios, a ansiedade agora é para ver como vai ficar com a resina aplicada, resultando no final do acabamento nessas alvenarias.

A proporção que estamos usando é 50/50, meio saco de rejunte para meio saco de terra cava peneirada, o solo de que é feito o tijolo solo-cimento (ecológico). Dessa forma fica mais fácil aplicar, há menos desperdício e não corremos o risco do rejunte não ter pega. Essa mistura, nessas proporções, está rendendo entre 8 a 10 m² de parede rejuntada. Temos em torno de 165 m² já rejuntados, vou tentar confirmar essa medida amanhã.

Assim vamos caminhando para começar os serviços nas paredes internas e finalmente fazer alguns detalhes e fechamentos de vãos como os apoios de vigas do telhado, para arrematar com capricho.

Parede onde iniciou-se os trabalhos, finalizada
Mudou bastante o aspecto da casa, clareando e ressaltando a beleza do tijolo
Refizemos também onde já havia rejunte na alvenaria antiga, para não apresentar diferença de cor
Com andaimes, pudemos chegar até o telhado
Tá ficando bonita!


É muito bom estar de volta com novidades e progressos!







quinta-feira, 27 de março de 2014

Rejunte!

Retomando a Obra


Após um longo e seco verão, conseguimos retomar o andamento da obra para aquela que tínhamos como etapa obrigatória para essa fase de acabamento da obra: o rejunte.

A parte mais difícil além da questão financeira, foi encontrar alguém que topasse fazer o serviço, que é realmente chato de se fazer. Eis que uma equipe que tive contato no passado quando na época da orçamentação da mão-de-obra para construção, ressurge interessada em saber como estava minha obra. Foi a chance de verificar se tinham interesse no serviço e combinar a retomada.

Assim ficou combinado fazermos 2 serviços iniciais: um reforço na laje do mezanino, que originalmente na casa antes da reforma era apenas uma laje de forro, insuficiente para se tornar um pavimento e o rejunte completo de toda a alvenaria. Com isso validaremos a qualidade e comprometimento da equipe com os serviços que precisamos para terminar a casa.

Por hora temos aqui os primeiros resultados do início dos trabalhos de rejunte, com resultados satisfatórios. Mas vamos falar primeiro do material: com a decisão de ter a cor do rejunte mais próxima possível da cor do tijolo, fui orientado pelo Edílson da Tijokez a utilizar a terra do próprio tijolo e rejunte flexível branco. Mais uma vez contando com a ajuda e parceria do Edílson, fui buscar a terra que ele usa para o tijolo e viabilizar o material necessário para o serviço.

A guerreira de sempre, ajudando como pode!
Terra vermelha usada na confecção do tijolo

O rejunte, usamos o tradicional que é utilizado em pisos e revestimentos. Vamos ver o rendimento.



O primeiro passo foi estabelecer a proporção que mais se assemelhava a cor do tijolo. Não conseguimos chegar na coloração idêntica, então decidimos acrescer terra peneirada até o ponto limite onde a massa ficasse maleável o suficiente para aplicação e resistente a ponto de não esfarelar ou rachar depois de seca. Chegamos a praticamente meio-a-meio de rejunte e solo. Metade do saco de rejunte dá em torno de 5 colheres de pedreiro de terra e com 4~5 litros de água a mistura fica bem homogênea e fácil de aplicar

Com a proporção estabelecida, começa o trabalho propriamente dito. Aplica-se com uma espátula de plástico nos vãos entre os tijolos e com uma esponja utilizada em reboco, alisa e dá acabamento. Logo na sequência, com uma outra esponja molhada, limpa a face dos tijolos deixando-a pronta para uma futura demão de resina final.

Estamos nesse intermédio de aplicação da mistura rejunte + solo e os resultados são esses:

Primeiro dia de trabalho
Trabalho em curso
A massa é espalhada pelos vãos e por toda a face dos tijolos. A primeira passagem de espuma alisa a massa. A segunda, bastante úmida, limpa os excessos
Mesmo com 2 demãos de resina, o tijolo ficou opaco. Importante é não estar sujo a ponto de esfarelar e sujar o rolo quando for aplicar a resina novamente
Para ter noção do resultado final, passei um pouco de resina nesses tijolos e o aspecto de sujo desaparece

No decorrer do trabalho, vou postando os resultados e a visão mais ampla. A casa ganha outro aspecto com esse rejunte e estou ansioso quanto ao resultado final. A seguir, cenas do próximo capítulo...





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dica do Dia - 17/02/2014

Dicas Rápidas e Uteis - Impermeabilize o Quanto Antes


Vou seguir postando nessa sessão algumas dicas que pude evidenciar na realidade de minha obra. Vale sempre o ressalto de que a realidade de cada obra é diferente e cabe a você evidenciar se o ponto de atenção que lanço aqui é pertinente ou não na realidade de sua obra.

A dica de hoje é sobre o acabamento do tijolo solo-cimento quando ele ficar a vista. Algo que não foi possível em minha obra e seria melhor se tivesse sido, foi o fato de não impermeabilizar a alvenaria tão logo a construção das paredes terminaram. Isso seria benéfico pois com a impermeabilização (resina acrílica, silicone, etc) as paredes se tornam mais resistentes ao esfarelamento e até a impactos por descuido, além de se evitar manchas de cimento e outros elementos que por vezes não serão mais passíveis de remoção.

Em minha obra, quando foi concretado a laje, por descuido do operador da bomba, houveram respingos de concreto usinado no tijolo e isso manchou diversos lugares da parede. Por dentro dos cômodos , o pedreiro tomou o cuidado de fechar previamente as fendas por onde o concreto usinado poderia escorrer e isso funcionou bem. Porém, mesmo assim, onde houve contato do concreto com o tijolo, ficou a mancha que por mais que se lixe a face do tijolo, não se consegue remover. O cimento penetra na composição do tijolo e deixa de ser algo superficial. Para ajudar, usam um aditivo nessas massas que escurece o tijolo e deixará uma marca que vai resistir ao tempo e muito provavelmente vai acabar resinada depois, o que a eternizará em sua parede. Foi o que aconteceu comigo e por mais que tenha me empenhado em tentar lixar e remover algumas manchas, em muitos lugares não foi possível e terei de conviver com isso. A resina incolor não esconde, pelo contrário, só potencializa.

Veja um exemplo do que poderia ter sido evitado:

Respingos do concreto da laje
Mesmo com o cuidado do pedreiro em tapar os eventuais espaços por onde pudesse vazar, com o meu cuidado em ficar com a mangueira a postos quando foram concretar e mesmo lixando, essas marcas são profundas, o concreto e o aditivo usado penetram no tijolo manchando-o praticamente eternamente

Todos esses tijolos foram lixados. Melhorou, mas essa mancha ficará aí para sempre

Se você tem poder sobre o cronograma e ordem as tarefas de sua obra, verifique se é possível partir para impermeabilização tão logo a construção de paredes e os trabalhos com alvenaria terminem, especialmente antes da concretagem da laje.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dica do Dia - 12/02/2013

Dicas Rápidas e Úteis - Cobranças Sob o Projeto


Seguindo a prática das dicas periódicas, a dica de hoje é sobre o projeto. Muito embora possa soar mais do mesmo, uma vez que já abordei o tema no post Executando o Primeiro Passo: O Projeto, acredito que valha o reforço: jamais comece uma obra de alvenaria estrutural sem um projeto completo, claramente entendido pelos envolvidos e considerado como regra e premissa para tudo que se for feito na obra.

Para não ficar repetitivo, recomendo a leitura do post citado acima, que trás um aprofundamento maior sobre o tema, porém é muito importante que fique claro a necessidade do projeto e as implicações de não segui-lo, ou pior, de ter um projeto ruim nas mãos. A questão estrutural é muito importante e deverá ser definida pelo projeto. Quais grouts, a dimensão (que bitola de ferragens utilizar) e localização deles, quantas cintas de amarração, igualmente o dimensionamento das mesmas e as ocorrências de cada uma delas ao longo da alvenaria (altura) é algo tão ou mais importante que a qualidade do tijolo ou a competência do pedreiro. Nisso é que terá base a segurança e durabilidade de sua casa e seguir o projeto dimensionado pode ser a diferença entre ter ou não problemas estruturais em sua obra.

Acredite, você não vai querer ter problemas estruturais em uma casa quase que toda construída. Acredite também, os problemas estruturais não aparecerão no momento em que será fácil detecta-los e corrigi-los. Surgirão quando toda a estrutura estiver completa, quando as paredes receberão peso da laje e do telhado, quando você decidir equipar a casa e fincar moradia.

Eu posso afirmar sem sombra de dúvidas que se o pedreiro tivesse observado todos os detalhes da planta, não teríamos tido problemas que tivemos e ilustrei aqui. Simples assim. Se alguns dos grouts tivessem sido devidamente respeitados e as cintas construídas como se prevê (de canto a canto), problemas como o que tive no vão da sala e na parede do "V", não aconteceriam. Quando isso acontece, esgota-se a paciência, desperdiça-se tempo e dinheiro e num eventual problema mais sério, as consequências podem ser ainda mais drásticas.

A sua responsabilidade é obter um projeto de boa qualidade e detalhamento técnico. A responsabilidade do construtor é usar aquilo como bíblia da sua obra e jamais distanciar-se daquilo sem um motivo muito bem justificado e discutido com o responsável pelo projeto.

Quando cedeu o vão da janela da sala
A cinta de amarração não foi feita de canto a canto da parede, como é obrigatório que seja
Aqui o "V", onde se repetiu o problema acima, a cinta de amarração incorreta e ineficiente

Fiscalize, inspecione, questione, cobre...o maior interessado na qualidade e segurança do que está sendo feito é você, nenhum arquiteto, engenheiro, administrador ou empreiteiro terá maior interesse do que você, sobre tudo isso.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dica do Dia - 07/02/2014

Dicas Rápidas e Úteis - Armazenagem dos Tijolos


Para movimentar o blog e ter conteúdo aproveitável pelos entusiastas da construção usando tijolo solo-cimento, programei uma série de dicas rápidas e pontos de atenção que desejo compartilhar com base no que evidenciei em minha obra.

Vale o ressalto que não sou engenheiro civil e que cada caso é um caso, o que foi verdade para mim pode não ser para você e sua obra. De qualquer forma, a intenção é reunir algumas dicas que ao menos sirvam para lembrete e ponto de atenção, de uma forma que isso te leve a se certificar que não será problema na realidade da sua obra.

A dica de hoje é sobre a armazenagem dos tijolos solo-cimento. Nem preciso dizer que armazená-los com cuidado garantirá menor desperdício e melhor aparência final, caso a alvenaria venha a ficar exposta/a vista. O ideal é que os tijolos venham do fabricante acondicionados em pallets, devidamente embalados com filme plástico, pois isso facilitará o transporte preservando os tijolos, deixará a obra mais organizada e ocasionará em um melhor aproveitamento de espaço. O filme plástico ajuda a manter a umidade do tijolo, especialmente na primeira semana após a imersão, onde o tijolo ainda está em processo de secagem e o cimento acrescido em sua composição, passando pelo processo de cura. Outro detalhe importante é o local onde serão armazenados. Com a umidade excessiva, pode ocorrer formação de bolor no tijolo, algo que o mancha e exigirá a raspagem posteriormente. Se ficarem em contato direto com terra, podem manchar profundamente ou mudar de tonalidade.

Em minha obra fiz questão que fossem descarregados os tijolos no pallet, o que acabou sendo trabalhoso no ato, mas justificou-se depois com o pouco índice de quebras. As cargas estavam embaladas com o filme plástico e longe do chão. Só tivemos problemas com um frete, onde por descuido e ignorância do motorista, durante o trajeto até minha obra, a parte debaixo da carga praticamente se quebrou toda, portanto ter um caminhão Munk com um motorista cuidadoso, é essencial.

O Edilson da Tijokez, em uma prestação de serviços irretocável, levou até a sua empilhadeira para descarregar os pallets
E assim ficaram acondicionados, até o uso efetivo na obra
Não foi nada fácil descarregar tudo nesse solo inadequado para uma empilhadeira, mas valeu o esforço

Essa é a dica de hoje. Segunda tem mais!